terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Maus tratos e abandono: 10 mil animais de rua vagam em Maceió

Maltratar animais é crime, diz a lei

Maus tratos e abandono. Esta é a triste realidade dos milhares de animais de ruas, que vagam na capital alagoana em busca de comida, carinho e atenção. Cavalos, gatos, cachorros e outros animais soltos pelas ruas só podem contar com a ajuda de voluntários. Abrigos que cuidam dos bichos maltratados ou que moram nas ruas funcionam apenas com doações e nenhuma ajuda do governo.
A legislação atual diz que maltratar animais, quer sejam eles domésticos ou selvagens, caracteriza-se como crime ecológico, conforme art.32 da Lei 9.605, de 13.02.98, com detenção de três meses a um ano, e multa, para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.
Ou seja, maltratar animais é crime. Já o Dec.Fed. 24.645/34, que ainda está em vigor quanto ao que se pode considerar maltratar, elenca nos artigos 3º ao 8º os atos assim considerados. Existe ainda legislação específica que disciplina a utilização de animais em experiências científicas.
Com a visão de diminuir o sofrimento, o Neafa acolhe esses animais de rua ou semi-domesticados e devolve para a sociedade na condição de adoção. É uma organização da sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos, formada por voluntários e colaboradores que contribuem com dinheiro, doações, tempo e habilidades para diminuir a quantidade de animais abandonados e minimizar o sofrimento desses animais de rua. Além de diminuir a população de animais.
Não existem dados precisos sobre a quantidade de animais abandonados no Estado de Alagoas, estimando-se que a população de gatos e cachorros que vive pelas ruas da capital, Maceió, corresponda a aproximadamente 10% da população humana, ou seja, cerca 10 mil animais espalhados, só entre cachorros e gatos.
Voluntários
De acordo com a psicóloga que há anos está na organização do Neafa, Luceli Mergulhão, qualquer pessoa pode contribuir com a instituição, seja como voluntário ou por doações.
“Para ser voluntário basta apenas ter tempo para ajudar nas tarefas, como alimentar os animais, dar banho, esterilizar o local onde os animais ficam, para evitar o carrapato, por exemplo”, lembrou a colaboradora Luceli.
Há seis meses sendo voluntário, Jeferson Alves fala que toda ajuda é bem vinda no Núcleo e que qualquer pessoa pode ser voluntária.
“Sempre gostei de animais, já tive e ainda tenho muitos na minha casa. Acho que foi por isso que me tornei voluntário. O bom é que qualquer pessoa pode ser voluntária, ou com tempo para cuidar dos animais do Núcleo ou com qualquer tipo de doação, como ração, materiais de limpeza”, disse o voluntário Jeferson Alves.
Doações
No momento que nossa equipe de reportagem estava conhecendo o núcleo, uma doação inesperada chegou trazida pelo mais novo voluntário e doador, Carlos Ezequiel.

“Sempre quis ajudar, não estava fazendo nada e resolvi trazer alimentos para os animais. Acredito que se cada um fizer um pouco, já muda e muito a situação desses animais. Tenho muito amigos que pretendem ajudar também”, afirmou o voluntário Carlos Ezequiel.
Ele ainda apresentou uma reação de espanto quando a recepcionista afirmou que no dia anterior não tinha comida para alimentar os animais. “Alguma coisa me tomou e disse que eu precisava ajudar, agora vejo o porquê”, desabafou Carlos.
O Núcleo precisa de vários tipos de doações, desde materiais cirúrgicos, como luvas e bisturi, a alimentação dos animais.
“Nós precisamos de toda doação possível. Até um simples jornal por incrível que pareça já faz diferença. Nós precisamos de materiais de limpeza, remédios, materiais cirúrgicos e hospitalares, casinhas de animais, lençóis, toalhas e muito mais”, afirmou a colaboradora Luceli Mergulhão.
Adoção
O Neafa ainda realiza feiras de adoções todo mês, uma oportunidade não apenas de adotar animais, mais de arrecadar doações.
“Há anos organizo essas feiras, houve determinados meses que chegamos a realizar duas feiras em um mês. As feiras servem não só para a promoção de adoção, e sim de doações e divulgação dos trabalhos do Núcleo. Cerca de 10 adoções são concretizadas, pois ainda há aquelas que as pessoas adotam e devolvem ao Neafa, por não ter o comprometimento. São bonitinhos na hora, mas quando fazem bagunça, xixi, as pessoas não agüentam e devolvem”, frisou Luceli Mergulhão.
Mas há várias pessoas que pensam em adotar um animal, e podem enfim oferecer um lar para os animais que não tiveram uma oportunidade.
“Sempre ajudei o Neafa, quando estava sem dinheiro, levava apenas jornal. Depois quis adotar um cachorro, mas tinha que ser pequeno, pois moro em apartamento. Depois de algum tempo me disseram que tinham uma cadela e que podia ser compatível com meu perfil”, afirmou a psicóloga Flávia Lemos.
Flávia nos contou ainda a história da sua cadela que recebeu o nome de ‘Vida’, porque a partir do momento que ela saiu da casa de adoção ganhou uma nova vida. “Ela sofreu muito pois além de viver nas ruas estava com uma mulher que consumia crack que a espancava muito. Já estou com a Vida tem um ano e meio e ela é a minha amiga, minha companheira”, disse cheia de emoção Flávia Lemos.
Mas os voluntários não apenas ajudam com serviços ou doações, muitos também colaboram adotando animais.
“Tenho mais de dez cachorros na minha casa adotados pelo Neafa. Além voluntária também adoto animais”, afirmou a voluntária e colaboradora, Luceli Mergulhão.
Contatos do Neafa:
Site: http://www.neafa.org.br/home

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"UE do Agreste está uma verdadeira pocilga", diz paciente que depende do serviço

A Unidade enfrenta problemas como falta de médicos e leitos. Pacientes relataram ainda que até o gerador está com defeito.

Pacientes que estão procurando a Unidade de Emergência do Agreste desde o fim do ano passado estão inconformados; além da falta de leitos ainda há uma carência de médicos plantonistas. As pessoas estão distribuídas nos corredores porque não há vagas para acomodar todos os que dependem do hospital público.
Indignados com a situação, a família de N. T., 23 anos, que sofreu um acidente gravíssimo no último dia 8 deste mês, a família relatau a situação de quem depende do serviço público.
A irmã da paciente que sofreu o acidente no dia 08, que por medo de sofrer algum tipo de preconceito preferiu se identificar apenas como N.M., nos contou que quando sua irmã chegou ao UE logo depois do acidente, não havia cirurgião de plantão e sua irmã precisava ser submetida a uma intervenção cirúrgica as presas.
“Foi um desespero quando falaram que não haveria médico para fazer a cirurgia. Minha irmã só foi operada porque um amigo da família conseguiu um médico particular para vir para UE e fazer a cirurgia. Se não fosse nosso conhecimento minha irmã estaria morta”, desabafa a N. M.

Ela ainda falou que há uma carência de médicos plantonistas nos fins de semana e feriados e que os médicos estão dão alta aos pacientes porque não há leitos para comportar a demanda.
“No último domingo minha irmã estava na UTI com muitas dores, vomitando e não tinha nenhum médico para dizer o que ela tinha. Tivemos que esperar até segunda-feira para ela ser medicada. Ficamos apavorados pois ela tinha feito uma cirurgia de risco e estava vomitando e com febre”, frisou a Neuma.
A funcionária pública Aline Santos, que está com a mãe internada no Hospital reclama que até o gerador está com defeito. "Segunda faltou energia e o gerador estava quebrado. Os casos graves estavam funcinando com nobreaks. Os corredores estavam escuros, um desespero. Os médicos aqui são muito carniceiros, a UE está uma verdadeira pocilga. Já não tem médico e os que tem são péssimos, nos tratam pior que bichos", frisou Aline.

De acordo a N. M. e Aline Santos ao procurar respostas da EU, os funcionários afirmara, que a falta de médico está ligada ao período de férias e que, não há médicos para substituir.
A assessoria da Unidade de Emergência do Agreste que, afirmou que o problema com os plantonistas ocorreu apenas entre a virada do ano e que logo foi resolvido.
“Nós ficamos sem plantonistas no feriado do dia 01, mas tudo foi resolvido rapidamente. Estamos passando por um processo de criticação, hoje oferecemos 39 leitos e temos um projeto para ampliar para 120”, afirmou a assessoria.
A assessoria falou ainda que a situação da UE não é muito diferente do que vive o Hospital Geral do Estado (HGE) e que a Unidade não está mais comportando as necessidades das pessoas do Agreste.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Internautas apostam nas redes sociais como forma de trabalho

Com o aumento das vendas pela internet, muitas pessoas estão percebendo que a ferramenta é um excelente canal de negócios
No final do ano passado, o Brasil atingiu a marca de aproximadamente 23 milhões de compras realizadas pela internet, segundo levantamento da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônicos e a e-bit. O motivo principal para o aumento na procura é o preço acessível e comodidade, uma vez que não seria vantagem comprar pela internet se o preço for mais alto que o da loja onde os consumidores moram.


Em Alagoas, as vendas cresceram muito, principalmente pela popularização da internet. Os alagoanos estão procurando mais a ferramenta por apresentar uma vasta opção de produtos que geralmente não é encontrado nas lojas do Estado.

O aumento de marcas especializadas em vestuário e acessórios que apostam neste canal e está mudando significativamente este cenário. A Marisa é uma loja que se mostra experiente no varejo de moda pela internet, outras se aventuram e apostam nas lojas virtuais, promovendo uma reformulação do seu comercio eletrônico, ou e-commerce, ou seja, uma transação comercial pela internet. É o caso da C&A, Osklen, Renner e outras.

Hoje a maioria das empresas participam de redes sociais. Muitas delas utilizam o twitter para fazer promoções, sorteio de brindes, ou até mesmo oferece descontos para quem seja seguidor da loja pela rede social. Como é o caso da estudante e twitteira (nome dado para quem utiliza muito a rede social twitter), Mirelle Kelly, que depois de seguir uma determinada empresa, hoje só faz compras pela internet.

“Eu descobri a loja pelo twitter, depois de seguir, eu participei de uma promoção, onde os seguidores para concorrer, basta da um RT. Eu fiz, e ganhei um presente maravilhoso. Hoje sou cliente da loja, e só compro bolsas e acessórios pela internet”, afirmou a estudante de fisioterapia Mirelle Kelly.

Aposta na rede social

Mas não são só as grandes empresas que estão se destacando com vendas na internet, pessoas físicas estão utilizando a ferramenta para garantir uma renda extra no fim do mês.

Hoje é muito comum pessoas utilizarem as redes sociais, como Orkut, Twitter, Facebook entre outros para vender ou divulgar seus produtos ou serviços. Um seguimento que vem crescido bastante é o fotógrafos de carros para vendas e vendas de cosméticos.

A comerciante Ana Carina há mais sete de anos compra roupa e acessórios para revender, hoje ela aposta na rede social para ter uma maior divulgação de seus produtos.

“Antes eu ia até as pessoas, aos poucos consegui montar uma pequena loja em minha casa, hoje estou investindo no Orkut para divulgar minhas roupas e acessórios. Coloco fotos, com modelos e presos, As pessoas entram em contato através de mensagens”, afirmou Ana Carina.

Há também pessoas que estão fazendo freelancer para sites, sendo fotógrafos de carros. A pessoa contrata o serviço para a divulgação de compra e troca de automóveis, o fotógrafo vai até o local combinado e faz as fotos.

Já há sites confiáveis que estão utilizando o twitter como uma indicação de venda. Como é o caso da loja virtual TodaMulher, que vem utilizando a rede social para que os clientes divulguem a loja, e a cada venda concretizada pela indicação, é oferecido uma porcetagem em cima do valor da compra.

Há ainda pessoas que apostaram a profissão de blogueiro para conseguir driblar as barreiras do mercado de trabalho. Muitos profissionais utilizam os espaços nos sites destinados à blogs, outros simplesmente utilizam seus próprios sites e compartilham suas idéias.Como é o caso do jornalista Bruno F. S. que vive do que escreve.

“Eu comecei com meu blog ainda na faculdade, fui aprimorando meus conhecimentos, e hoje trabalho continuo com meu blog, consegui patrocínio e hoje vivo do que escrevo. Ainda tenho outro blog em um site, e assim consigo quebrar a barreira de que só se tem estabilidade a partir de um concurso público. Eu trabalho para mim, faço meus horários, é ótimo”, afirmou Bruno.

Cuidados com sites

Porém essa comodidade que é oferecida pela internet, precisa de um olhar mais atendo dos consumidores, para que não sejam vítimas de fraudes e sites não confiáveis. De acordo com dados da ACI Worldwide, esse mercado de transação pela internet cresceu 20% nos últimos cinco anos, e alerta que a população tenha cautela na hora de comprar, uma vez que, as fraudes são mais frequentes.

Uma época para o internauta ficar atento, é quando se aproxima as festas de fim de ano, com ela a caixa de spam do e-mail sempre fica lotada de propagandas de sites, muitas vezes não confiáveis, cheio de vírus. O ideal é que as pessoas digitem o site diretamente no navegador, e evitem clicar em links desconhecidos.

Assim, os bancos e sites confiáveis se esforçam para oferecer segurança na hora da compra pela internet. O problema é que o consumidor desatento pode não perceber durantes algumas etapas das compras que o site não é confiável. Ou até mesmo não mantém antivírus, antipyware e firewall do computador atualizado, estes evitam que criminosos monitores os passos do internauta.

Veja a lista dos produtos mais vendidos pela internet:

1. Livros (21%)

2. Produtos de Informática (12%)

3. Produtos de beleza e saúde (9%)

4. Eletrônicos (7%)

5. Eletrodomésticos (6%)







Vendas explodem em Maceió, mas óculos escuros "genéricos" prejudicam saúde

Eles estão sempre em alta e a cada ano novos modelos e cores acompanham as tendências da estação. Nesta época de verão com a grande luminosidade, o risco de cair em tentação e comprar óculos de sol de vendedores ambulantes é grande. Aparentemente “iguaizinhos” aos modelos originais, os óculos “genéricos” são bem mais baratos, porém escondem o grande mal que podem causar à visão.
A maioria das pessoas desconhece os riscos que os raios solares representam à saúde dos olhos, sendo que o mais preocupante é a falta de critérios na utilização de óculos escuros. Mais o que mais preocupa os especialistas é em relação a moda passageira de usar óculos com lentes coloridas, para combinar com a roupa, encontrados tanto em shoppings centers quanto nas bancas de camelôs.
Vendas ambulantes
Essa é época mais aguardada pelos ambulantes, as vendas chegam a triplicar nesse período. E eles se espalham pelo calçadão do comércio com as novidades e réplicas dos modelos originais. Os valores variam de R$10 à R$20. De acordo com o ambulante Edmilson várias pessoas procuram os óculos escuros. “O movimento é muito bom. Vendo para todos os gostos, mas as mulheres procuram mais, estão mais antenadas nas novidades, nos últimos modelos”.
Já o ambulante Rafael dos Santos, que está há quatro anos vendendo óculos escuros, fala que as vendas sobem bastante e que nunca encontrou um cliente insatisfeito com a qualidade do produto. "Sempre consigo vender muito no verão, todos os tipos de pessoas procuram, primeiro pela variedade de produto, isso sem falar no preço que é tentador. As pessoas buscam o estilo, em estar sempre na moda, combinando com a roupa. Nunca tive problemas com meus óculos, ninguém reclamou”, afirma o ambulante.
Cuidados ao comprar
Para Elza Duarte, gerente da Óptica Dinis, antes de cair na tentação de adquirir um produto aparentemente de qualidade, porém com o preço muito abaixo do mercado, é necessário ao comprador avaliar se será realmente compensador.
“As pessoas precisam ter cuidado e pesquisar se os similares contam com as mesmas qualidades e as proteções aos olhos dos comprovadamente de qualidade, mas que custam mais caro. É preciso ter cuidado no tocante das lentes dos que são vendidos sem procedência, que em sua maioria já vem com grau”, frisou a gerente Elza Duarte.
Os óculos com procedência prometem curvas apropriadas para a visão, além de lentes acrílicas. Como nessa época do ano o sol é intenso no Estado, ela fala ainda que o aumento das vendas está considerável.
“Os óculos de sol protegem os olhos dos raios nocivos e com a forte incidência nesta época, a procura cresce naturalmente. As pessoas que mais procuram são aquelas que já usam óculos de grau e querem se proteger ainda mais”, afirma a gerente Elza Duarte.
Especialistas
Os especialistas alertam que os compradores busquem comprovar se esses óculos oferecem 100% de proteção contra os raios ultravioleta (UV), já que a saúde dos olhos estará garantida independente da cor das lentes. Qualquer nível de proteção abaixo disso de nada vai adiantar, garantem os médicos. Além de queimaduras na retina e córnea, a longo prazo a pessoa poderá sofrer catarata ou outra degeneração da visão.
Para o oftalmologista Alberto Antunes os óculos que são vendidos nos camelôs não possuem certificado de garantia, com proteção UVA e UVB (raios ultravioletas A e B- radiações invisíveis aos olhos que ultrapassam a camada de ozônio) causando danos a retina e o cristalino.

“Esses óculos escuros sem procedência são escuros, mas sem proteção. Como eles são escuros a pupila dilata e os raios luminosos nocivos entram mais facilmente na retina e no cristalino. O que acarreta danos a saúde ocular no futuro”, desta o oftalmologista Alberto Antunes
Alguns dos problemas oculares causados a médio e longo prazo pelo ultravioleta é a degeneração da retina, proliferação do pterígio (carne que cresce no canto do olho) e a catarata. A exposição a esses raios pode causar envelhecimento da retina - apenas a cirurgia é capaz de reverter o quadro. O uso de óculos de sol, com lentes de qualidade, passou a ser uma necessidade devido ao buraco na camada de ozônio estar cada vez maior.
Para o médico as crianças não têm necessidade alguma de estar usando óculos de sol, já que, enquanto pequenas, possuem maior resistência à claridade. Se a mãe notar que a criança tem aversão à luz, deve levá-la ao médico para diagnosticar o problema. “É importante que seja feito exame oftalmológico em crianças a partir de um ano, pois, quanto mais precoce, mais fácil de tratar uma possível doença”.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Verão: Tendências Moda Praia 2011

Se há um setor do vestuário em que o Brasil está na frente, sem dúvida é o de moda praia. Além de ser o país que mais fabrica e consome esse tipo de roupa, o Brasil avançou em tecnologia e modelagem ao longo dos anos. O biquíni brasileiro é conhecido e reconhecido internacionalmente, seja por seu estilo mais ousado, por sua qualidade ou mesmo pela criatividade dos modelos, que o diferencia dos outros fabricados em outros países.

Alagoas é conhecida internacionalmente por possuir uma das mais belas praias do litoral nordestino. E com a chegada do verão, o biquíni é o objeto mais cobiçado, afinal, todo mundo quer acompanhar as tendências, com modelos, cores e tamanhos diferenciados.
A Moda Praia Primavera Verão 2010 2011 conta com uma tendência bastante democrática, capaz de atender todos os gostos femininos, com modelos de biquínis ou maiôs diversificados, a fim de a agradar os distintos corpos das mulheres de todas as nacionalidades. Os modelos aparecem variados, em modelagens maiores ou menores, frente-única, tomara-que-caia, com alças, de tiras, vazados, assimétricos, entre outros.
O que está em alta neste verão são os biquínis néon, de todas as tonalidades. As fivelas e tranças também são destaques. Os modelos de oncinha, desta vez coloridos, estão entre os mais procurados desta estação. Os modelos tomara-que-caia vão estar em alta, já as calcinhas (parte de baixo), vão valorizar a cintura feminina sendo mais largas e sofisticadas. Agora, para as mulheres fãs do fio dental, aposte nos novos modelos, mudar faz parte da beleza feminina.
Tops assimétricos
Não só os biquínis contam com tops que trazem no decote “um ombro só” seu principal diferencial, mas também maiôs e saídas de banho chegam em versões assimétricas para a temporada de altas temperaturas de 2011. Com alças acompanhando modelagens amplas ou partindo do centro de modelos de corte tomara que caia enrolado, esse shape acentua a sensualidade feminina, sendo indicado, especialmente, para mulheres que possuem um busto pequeno.
As peças Primavera Verão 2010 2011 valorizam a sensualidade feminina, que não deixa de lado o conforto para a estação quente de 2011. Maiôs ganham formas modernas, com modelagem inusitada, em tiras ligadas parte a parte. Biquínis ajustam-se confortavelmente aos corpos femininos, estes recebem detalhes sofisticados e sensuais como decotes profundos, plissados, peças metálicas que ligam as regiões que formam os biquínis.
Cores e Conforto
Outra inspiração que se preocupa primordialmente com o conforto da mulher para a Primavera Verão 2010 2011, apresenta maiôs e biquínis confortáveis, que colam ao corpo de maneira discreta, ideais para a prática de exercícios aquáticos. Alguns dos biquínis ganham modelagem maior e mais confortável na peça inferior, além de decotes com alças e tiras largas, capazes de sustentar o busto.
Tonalidades quentes como o amarelo, vermelho e laranja destacam-se na temporada quente de 2011. Algumas cores neutras como o preto e tons terrosos ganham detalhes vibrantes com cores vivas, como azuis, lilás, verdes e tons corais. As estampas aparecem diversificadas, entre as florais, listradas, animais ou geométricas, outras imitam texturas. Alguns conjuntos de biquínis ganham uma mistura de referências, com cores e estampas distintas para a peça superior e a inferior.
Para as mais modernas e elegantes, nas combinações dos visuais praianos, vale apostar nos acessórios diferenciados para complementar os looks de praia e piscina no verão 2011. Lenços, faixas, saídas de banho elaboradas, maxibijus, como pulseiras e colares.
Sungas
As sungas não ficam atrás, elas estão em alta o ano todo, sejam lisas ou estampadas. Nesta estação além das tradicionais, as listradas estão em alta neste verão.
Curiosidade
O primeiro biquíni foi lançado em 1946, e vestido por Micheline Bernardini. Apesar de toda essa vocação natural em relação aos trajes de banho, o biquíni não é uma invenção nacional. Ele foi inventado pelo estilista francês Louis Réard que o batizou com o nome do pequeno atol de Bikini, no Pacífico, onde os americanos haviam realizado uma série de testes atômicos.

Uma conversa no consultório

Como meu blog estava parado, resolvi escrever um pouco sobre uma conversa que ouvi no consultório médico (ta, pode falar que sou curiosa, fofoqueira, mas isso é um dom do jornalista, ter o ouvido bastante aguçado).


Estava passando uma chamada sobre o filme “Casa da mãe Joana”, quando uma mulher falou: - Esses filmes brasileiros são muito engraçados. Eu me acabei de rir com o “O bem amado”.

Nossa! Eu parei de prestar atenção no que ela estava falando e comecei a imaginar este post. Tá os filmes são engraçados, mas porque quando eles estão em cartaz, as pessoas não vão assistir, prestigiar o cinema brasileiro. Acredito que as pessoas só assistem quando sabem que é uma “super produção” Globo Filmes.

Não achei nada de mais no bem amado. Pra ser sincera não entendi muito bem o filme. Acho que para assistir tenho que aprender um pouco mais da língua que o personagem Udorico Paraguaçu (interpretado pelo Lineu, op’s Marco Nanini).

Minha indignação é porque as pessoas não possuem interesse nas produções locais. Aqui em Alagoas tem produções interessantes, de pessoas que com pouco dinheiro e com patrocínio quase zero realizam. E acredito também que as pessoas estão tão impregnadas com as produções brasileiras produzidas pela Rede Globo.

Credo! A sociedade está contaminada!

domingo, 24 de outubro de 2010

Idosos sobrevivem a dura realidade de Alagoas

Mesmo com direitos garantidos por lei, a maioria dos idosos enfrentam a realidade de serem excluídos da sociedade


O envelhecimento é um fenômeno biológico, psicológico e social que atinge o ser humano na plenitude da sua existência, modificando sua relação com o tempo, com o mundo e com sua própria história. Assim, que chega aos 60 anos, são de certo modo, desprezados e excluídos da sociedade. Os idosos sentem na pela o retrato mais fidedigno do desprezo e da iniquidade.




O aumento da longevidade e a redução das taxas de mortalidade, nas últimas décadas do século passado, mudaram o perfil demográfico do Brasil. Rapidamente deixamos de ser um “país de jovens” e o envelhecimento, a princípio, deveria ser uma questão fundamental para as políticas públicas.


A participação de idosos na população brasileira aumentou significativamente entre 1999 e 2009, um crescimento de aproximadamente 6 milhões de idosos ( pessoas com mais de 60 anos de idade). O dado faz parte da Síntese de Indicadores Sociais 2010 e retrata a tendência de envelhecimento da população brasileira. Hoje a expectativa do brasileiro é em média 75 anos.



Mesmo com todas as circunstâncias a favor do idoso que proporcionaram o aumento da expectativa de vida, volta e meia encontramos relatos de abando, humilhação, tortura. As famílias ainda não conseguem encarar a “velhice”, muitas por medo, outros não conseguem encarar um mal que está aparecendo com mais freqüência: o Alzheimer.



O Alzheimer é uma forma comum da demência. É uma doença degenerativa e que ainda não tem cura. Atinge normalmente pessoas com mais de 60 anos. O sintoma mais comum é a perda da memória. O que torna o convívio muito difícil com a família

Dia a dia

A aposentada Zuleide Rodrigues Rocha tem 74 anos e reclama que para quem é independente, fica complicado admitir a terceira idade. “É muito complicado admitir que sou idosa. Sempre fui independente, e continuo saindo sozinha, pego ônibus, mas sempre tenho medo de atravessar as ruas, os motoristas não tem respeito, não dão passagem”, frisou a aposentada.


Ela conta ainda que sofreu uma queda quando estava caminhado na calçada, devido as irregularidades dos passeios públicos. “Estava sozinha quando cai, a calçada estava com vários buracos e eu não consegui me livrar de todos. Tive sorte de não ter quebrado nada”, desabafa a Srª. Zuleide.




Para tentar driblar os “males da velhice” a aposentada faz atividades físicas, caminhada todas as manhãs dentro do condomínio onde mora com a família. “Tenho que me cuidar, principalmente da minha saúde que já não é mais a mesma”, afirma a aposentada.



A maioria dos idosos reclamam, frequentemente, dos custos com remédios, o que compromete quase toda a aposentadoria. Mesmo com a ajuda que o governo oferece, em muitos casos eles não conseguem comprar todos os remédios que precisam, e com a carência de certos medicamentos na rede pública, a única alternativa é esperar.


Já o idoso Benedito dos Santos, preferiu se afastar do convívio da família, “Não confio na minha família, eles sempre quiseram meu dinheiro. Vi um caso recente de uma mulher que deixou a fortuna para a sua cadela, se eu tivesse uma também faria a mesma coisa”, desabafa Benedito.



Ele conta ainda que sua caminhada não foi fácil, e que sempre batalhou, possui duas empresas e imóveis, porém não tem herdeiros, e hoje briga na justiça para que sua família não desfrute dos bens. “Me isolei dos que se dizem “minha família”, é muito ruim quando as pessoas estão perto de você por conta de dinheiro. Ele só traz conforto, mas não felicidade. Por isso que não deixo nada pra ninguém”, frisou o empresário Benedito Ramos.



O idoso. identificado apenas como José, de 66, fala que foi abandonando pelo filho, que além de abandonar, deixou o pai na rua sem dinheiro. “Só tinha meu filho, e ele foi embora, levou os documentos que eu tinha. Já tentei ir para um desses abrigos, mas como não tenho dinheiro, nenhum me quer. Só Deus está comigo”, desabafa o morador de rua José.



Asilo




A palavra ‘abrigo’ e ‘asilo’ não é mais utilizada para identificar o local que muitos idosos preferem ou simplesmente são obrigados a passar o resto de suas vidas. Hoje esse termo deu lugar a casa de longa permanência. Em Alagoas são poucas as casas que funcionam com o mínimo de decência com o ser humano.



Essas casas sobrevivem, em sua maioria, de doações, porém os idosos que possuem condições financeiras para pagar, ajudam com o dinheiro da aposentadoria, a manter a estrutura das Casas. Um exemplo disso é a “Casa do Pobre”, localizada no bairro do Vergel do Lago, que abriga 80 idosos.



De acordo com a irmã Marilene, que cuida e organiza a Cada do Pobre, o limite mínimo de idade para o idoso conseguir entrar na Casa é de 60 anos. A instituição vive de doações e da ajuda de custo de cada morador do lar, que é o dinheiro da aposentadoria.



“Hoje a Casa do Pobre está com funcionando com o limite máximo, vivemos de doações de pessoas anônimas, do governo e do valor mínimo de aposentadoria de cada morador do lar. Mas infelizmente muitas vezes enfrentamos necessidades”, relatou a irmã Marilene.



Mas esse é um lar que possui qualidade, e atende as necessidades dos idosos. Porém essa é uma realidade muito diferente de outras instituições, que não conseguem atender a demanda, superlotam os locais e não consegue oferecer o mínimo de conforto.



“Além das dificuldades, também enfrentamos o abandono. Tem família que chega deixa seus parentes aqui e nunca mais aparecem. Isso é muito ruim para o idoso, que em sua maioria desencadeia um quadro de depressão”, desabafa a coordenadora da Casa do Pobre, Marilene.



Muitos idosos não conseguem vaga nessa casas de longa permanência, ou pelo fato de não ter condições financeiras para pagar ou porque as casa não tem vaga. A Secretaria Municipal de Assistência Social não permite que essas instituições recebam pessoas que menos de 60 anos, para que a casa não fuja do foco, que são os idosos.



“Essas casas são para os idosos, idade compreendida de 60 anos para cima. O que antes não acontecia. Nós temos a ciência que não são apenas os idosos, mas pessoas com certas limitações físicas e psicológicas que também precisam das casas de longa permanência, já que as famílias ou abandonam ou não tem condições para cuidar. O fato é que em nosso Estado, há poucas casas que abrigam essas pessoas, e com isso, temos que fazer certos tipos de restrições”, frisou o secretário municipal de assistência social, Francisco Araújo.



Mas há vários idosos vivendo em condições precárias nas ruas, sem casa, moradia, carinho, remédio. Ficam a mercê do próprio destino, a espera de família, e do principal: uma maior atuação do Poder Público, com estes que a sociedade infelizmente exclui.

Família

A maior dificuldade que os idosos enfrentam é o abandono da família. Muitos por não saber lidar com o envelhecimento, não têm paciência, e acabam desprezando. Outros passam do limite, e chegam a agredir fisicamente e psicologicamente.


Em 1994 o Brasil cria o Estatuto do Idoso, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que surge como excelência para garantir os direitos fundamentais e até o estabelecimento de penas para crimes mais comuns cometidos conta pessoas idosas.




A Lei 8.842, no seu Art. 3ª diz que é obrigação da família, comunidade, sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e a convivência familiar. Porém, percebemos que essa lei ainda não consegue garantir de fato os direitos conquistados por Lei. Ainda há carência do Poder Público para que seja feita uma maior fiscalização e assim, que possa ser garantido para quem tem mais de 60 anos uma maior qualidade.