Neste domingo de Páscoa, a reportagem do Cadaminuto ouviu o arcebispo Dom Antônio Muniz, para explicar aos leitores o verdadeiro sentido da Páscoa. A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
“A Páscoa é a grande festa para os cristãos. É quando celebramos a ressurreição de Cristo. A preparação para comemoração começa em uma quarta-feira de cinzas e só termina quarenta dias depois, que é conhecido como quaresma, em um domingo, que chamado domingo de Páscoa”, afirmou o arcebispo.
A Páscoa não tem nada a ver com ovos de chocolate nem coelhos. Sua origem remota os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por oito dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
Páscoa significa passagem e, com sua entrega na cruz, Jesus Cristo perdoou os pecados dos cristãos. “Por isso a Semana Santa é o tempo de perdão. E para servi-lo, precisamos abraçar essa mensagem. É tempo de desamarrar as mágoas ou qualquer sentido contrário a essa ideia”, colocou Dom Antônio.
Ovos
A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportados para o Egito. À figura do coelho, juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida.
Proibição de comer carne
Os católicos afirmam que a Páscoa Judaica passou a ser uma festa cristã quando Jesus a usou para instituir a Santa Ceia. Na Páscoa, os "fiéis" são proibidos de comer carne vermelha na "sexta-feira santa", segundo eles, por dois motivos: meditar na carne de Cristo e o que ela sofreu na cruz; e não comprar carne, permitindo assim que os cristãos menos favorecidos possam comprá-la.
“O jejum de carne durante a quaresma, e mais especificamente o da sexta-feira da paixão, é feito como forma de penitência e em memória dos quarenta dias e noites que Nosso Senhor passou jejuando no deserto. Assim aderimos a uma dieta alimentar. Nos alimentamos de peixes e verduras”, finalizou Dom Antônio.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Alagoas tem a maior incidência de morte por Diabetes no Brasil
Em menos de três meses, a rotina da pequena Júlia sofreu uma reviravolta. Pouco antes de ingressar na vida escolar, com pouco mais de um ano, o diabetes tipo 1 foi diagnosticado. Desde então, ela não entendia muito bem o motivo de não poder mais repetir o iogurte ou aquele bolo saboroso e o pior, receber diariamente várias picadas no dedo pequenino.
Dizer que uma pessoa tem diabetes é o mesmo que dizer que ela tem uma quantidade de açúcar no sangue acima do que seria normalmente esperado. Até que isso poderia não significar muito, a não ser pelo fato de que este excesso de açúcar e as alterações hormonais que o acompanham costumam agredir os vasos sanguíneos e alguns dos principais órgãos do corpo humano.
Carolina Lima, mãe de Júlia, lembra que os primeiros sinais surgiram quando a menina tinha um ano. Ela estava comendo além da conta, ingerindo muito líquido, com preguiça, perdendo peso. Era época do Natal quando os sinais começaram a se concretizar.
“Quando fui dar banho nela a fralda estava cheia. Mas não dei tanta importância. Depois de duas horas, já de madrugada, fui vê-la no berço e para minha surpresa, o berço estava ensopado de xixi. Me tremi toda! Olhei cada pedacinho de minha filha com muita atenção e naquela mesma hora, como numa inspiração divina, coloquei na cabeça que ela tinha Diabetes”, desabafou Carolina.
Aos quatro anos Júlia leva uma vida normal. Ela tem a diabetes tipo 1, que é mais comum em crianças e adolescentes, e come de tudo, sem restrições, apenas é preciso controlar a quantidade certa. “Ela já aprendeu, quando sente vontade de comer, já me procura para fazer o teste de carboidrato, para fazer a medição de quanto de insulina ela irá precisar”, afirmou Carolina.
Hoje com o avanço da tecnologia, o controle do diabetes é bem mais fácil. O controle é feito com um aparelho chamado de glicosímetro, onde o diabético verifica diariamente as taxas de insulina que o corpo precisa. O teste é feito 30 minutos antes das refeições para que a insulina faça efeito.
Escolas
Mesmo com toda a informação acessível, a maioria das escolas é despreparada para lidar com a doença. A primeira escola de Júlia não conseguiu administrar o fato de a criança sofrer de diabetes. “Tive que retirar minha filha da escola, porque não senti confiança e neste caso, confiança é fundamental porque é a saúde da minha filha que está em jogo”, colocou Carolina.
A nova escola não hesitou em ser parceira da família. Foi escolhida porque oferece uma alimentação diferenciada, são servidas duas refeições sob a orientação de uma nutricionista. “Essa foi a única que senti confiança em deixar a Júlia. E mesmo assim, fiz folhetos explicativos para todos os funcionários da escola. Foi um exagero, mas em se tratando da vida da minha pequena, o cuidado deve ser maior”, observou.
As escolas particulares, em sua maioria, não conseguem oferecer um tratamento diferenciado. As públicas se afastam mais ainda do que seria ideal para os diabéticos. A merenda é deficiente e a informação dos professores fica a desejar. Carolina alerta aos pais de filhos diabéticos que fiquem de olho na qualidade das escolas e busquem saber se elas são preparadas para atender as necessidades das crianças.
A insulina
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que tem por função facilitar a entrada de açúcar no interior das células. Este açúcar, representado principalmente pela glicose, é fundamental para que a célula produza energia para sobreviver. Assim, a insulina circula pelo sangue e "abre as portas" das células para a entrada da glicose.
Portanto, fica fácil entender porque a falta de insulina faz com que as células não consigam aproveitar a glicose como fonte de energia. É como se nossas células tivessem alimento à sua disposição, mas não conseguissem abrir a boca para comê-lo.
Sempre que a insulina produzida não for suficiente para colocar a glicose para dentro das células, teremos um excesso de glicose do sangue. É o que chamamos de hiperglicemia. Por outro lado, se comermos pouco carboidrato em relação à quantidade de insulina que está circulando, sobrará pouca glicose no sangue. Neste caso, falamos em hipoglicemia.
Índices
Alagoas tem a maior incidência de mortes por diabete no país, em pesquisa feita pelo Ministério da Saúde entre os anos de 1996 a 2007.
A média foi de 56 mortes por 100 mil habitantes no ano de 2007, contra proporção de 26 por 100 mil, no estado de São Paulo.
Em 2007, as doenças crônicas responderam por 67,3% das mortes, sendo 29,4% as cardiovasculares e 15,1%, os cânceres. Em quarto lugar, está o diabetes com 4,6%
O primeiro lugar na lista é preocupante. Isso significa que o diabetes está sendo negligenciado pelos alagoanos.
Dizer que uma pessoa tem diabetes é o mesmo que dizer que ela tem uma quantidade de açúcar no sangue acima do que seria normalmente esperado. Até que isso poderia não significar muito, a não ser pelo fato de que este excesso de açúcar e as alterações hormonais que o acompanham costumam agredir os vasos sanguíneos e alguns dos principais órgãos do corpo humano.
Carolina Lima, mãe de Júlia, lembra que os primeiros sinais surgiram quando a menina tinha um ano. Ela estava comendo além da conta, ingerindo muito líquido, com preguiça, perdendo peso. Era época do Natal quando os sinais começaram a se concretizar.
“Quando fui dar banho nela a fralda estava cheia. Mas não dei tanta importância. Depois de duas horas, já de madrugada, fui vê-la no berço e para minha surpresa, o berço estava ensopado de xixi. Me tremi toda! Olhei cada pedacinho de minha filha com muita atenção e naquela mesma hora, como numa inspiração divina, coloquei na cabeça que ela tinha Diabetes”, desabafou Carolina.
Aos quatro anos Júlia leva uma vida normal. Ela tem a diabetes tipo 1, que é mais comum em crianças e adolescentes, e come de tudo, sem restrições, apenas é preciso controlar a quantidade certa. “Ela já aprendeu, quando sente vontade de comer, já me procura para fazer o teste de carboidrato, para fazer a medição de quanto de insulina ela irá precisar”, afirmou Carolina.
Hoje com o avanço da tecnologia, o controle do diabetes é bem mais fácil. O controle é feito com um aparelho chamado de glicosímetro, onde o diabético verifica diariamente as taxas de insulina que o corpo precisa. O teste é feito 30 minutos antes das refeições para que a insulina faça efeito.
Escolas
Mesmo com toda a informação acessível, a maioria das escolas é despreparada para lidar com a doença. A primeira escola de Júlia não conseguiu administrar o fato de a criança sofrer de diabetes. “Tive que retirar minha filha da escola, porque não senti confiança e neste caso, confiança é fundamental porque é a saúde da minha filha que está em jogo”, colocou Carolina.
A nova escola não hesitou em ser parceira da família. Foi escolhida porque oferece uma alimentação diferenciada, são servidas duas refeições sob a orientação de uma nutricionista. “Essa foi a única que senti confiança em deixar a Júlia. E mesmo assim, fiz folhetos explicativos para todos os funcionários da escola. Foi um exagero, mas em se tratando da vida da minha pequena, o cuidado deve ser maior”, observou.
As escolas particulares, em sua maioria, não conseguem oferecer um tratamento diferenciado. As públicas se afastam mais ainda do que seria ideal para os diabéticos. A merenda é deficiente e a informação dos professores fica a desejar. Carolina alerta aos pais de filhos diabéticos que fiquem de olho na qualidade das escolas e busquem saber se elas são preparadas para atender as necessidades das crianças.
A insulina
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que tem por função facilitar a entrada de açúcar no interior das células. Este açúcar, representado principalmente pela glicose, é fundamental para que a célula produza energia para sobreviver. Assim, a insulina circula pelo sangue e "abre as portas" das células para a entrada da glicose.
Portanto, fica fácil entender porque a falta de insulina faz com que as células não consigam aproveitar a glicose como fonte de energia. É como se nossas células tivessem alimento à sua disposição, mas não conseguissem abrir a boca para comê-lo.
Sempre que a insulina produzida não for suficiente para colocar a glicose para dentro das células, teremos um excesso de glicose do sangue. É o que chamamos de hiperglicemia. Por outro lado, se comermos pouco carboidrato em relação à quantidade de insulina que está circulando, sobrará pouca glicose no sangue. Neste caso, falamos em hipoglicemia.
Índices
Alagoas tem a maior incidência de mortes por diabete no país, em pesquisa feita pelo Ministério da Saúde entre os anos de 1996 a 2007.
A média foi de 56 mortes por 100 mil habitantes no ano de 2007, contra proporção de 26 por 100 mil, no estado de São Paulo.
Em 2007, as doenças crônicas responderam por 67,3% das mortes, sendo 29,4% as cardiovasculares e 15,1%, os cânceres. Em quarto lugar, está o diabetes com 4,6%
O primeiro lugar na lista é preocupante. Isso significa que o diabetes está sendo negligenciado pelos alagoanos.
terça-feira, 5 de abril de 2011
No dia mundial de conscientização, saiba como Alagoas lida com o Autismo
Os primeiros sintomas surgem na infância, tipicamente antes dos três anos de idade. Para alguns pais, os filhos são considerados gênios, portadores de uma inteligência acima da média. Isso pode ser sinal de um transtorno da mente, ainda pouco conhecido pela ciência, definido como espectro autismo.
São os pais os primeiros a notar que alguma coisa está diferente. Um gesto não correspondido, a falta de reação a um estímulo. Outras vezes quem percebe que há algo errado são parentes, amigos ou até mesmo os professores na escola.
Com Léticia Siqueira foi assim, seu filho Elian aos dois anos não brincava direito nem falava, foi então que ela descobriu que ele estava dentro do espectro autista.
“Nós começamos a perceber com a proximidade do aniversário de dois anos, ele não falava nada, nem brincava direito com as outras crianças. Mas pensamos que isso era normal, procuramos alguns médicos e eles também não disseram nada. Continuamos com Elian na escolinha, pensávamos que era falta de contato com outras crianças. Em seguida veio o diagnóstico. Foi um banho de água fria”, desabafa Letícia Siqueira.
Mas afinal o que é o autismo? É uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.
É uma desordem na qual uma criança não consegue desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo, ritualista e geralmente não desenvolve inteligência normal. A dificuldade do diagnóstico pode levar a resultados equivocados. Muitas vezes o autismo é confundido com surdez, retardo mental, e até mesmo síndrome de trauma cranial pós natal.
Dificuldades
Sabe-se, porém, que o autismo é tratável e que o uso de abordagens apropriadas, tanto de cunho terapêutico quanto de cunho educacional, pode ajudar uma criança e seus pais a terem uma perspectiva de vida melhor, com certa autonomia e independência do portador de autismo.
Alagoas, infelizmente, não possui uma unidade com um trabalho efetivo. Para desespero dos pais de crianças com autismo que, apesar de já terem alcançado a compreensão de que um tratamento intensivo e precoce pode amenizar bastante o quadro, não conseguem colocar seus filhos em uma unidade apropriada.
No entanto, o acesso a uma infra-estrutura adequada, com trabalho intensivo e intermitente, utilizando as técnicas que possuem resultados cientificamente comprovados, ainda é privilégio de poucos.
A Associação dos Amigos dos Autistas (AMA-AL) está dando o primeiro passo para criar uma unidade de atendimento multidisciplinar para crianças com autismo e que possa realmente dar resultados, ou seja, fazer com que as crianças evoluam dentro do espectro autístico para um grau de comprometimento mais leve.
Desde 2007, porém, a AMA-AL tenta buscar isso, através da promoção de treinamentos, palestras, supervisões com especialistas oriundos de outras partes do país. O conhecimento é a base de um processo bem estruturado que possibilite o desenvolvimento das crianças.
De acordo com a presidente da AMA-AL Mônica Ximenez, são os pais que arcam com todo o tratamento do filho. “O poder público ainda não entendeu o que é o autismo, o custo alto do tratamento e que os pais, em sua maioria, não conseguem arcar com todas as despesas. São os próprios pais que fazem a AMA acontecer. Hoje, contamos com 25 pais e 10 dez crianças por turno”, afirma Mônica.
Ela ainda explica que o tratamento para atender de uma vez mais de 50 crianças e por 30 minutos não consegue um resultado nem próximo do satisfatório.
“Hoje o tratamento que atende às necessidades dos espectros autistas dura semanalmente de 20 a 30 horas, o que nem chega perto dessa realidade que o poder público quer pagar. Em São Paulo cada criança custa 2mil reais e a secretaria de educação banca o atendimento com a AMA, totalmente fora de qualquer realidade em Alagoas”, desabafa a presidente da AMA-AL.
Segundo Mônica, hoje as escolas conseguem ter uma sensibilidade maior com essas crianças. Mesmo que eles frequentem a escola, os pais ainda pagam uma pessoa por fora para acompanhar os filhos, para que eles possam desenvolver suas habilidades.
Níveis de espectro
O autismo faz parte de um grupo de desordens do cérebro chamado de transtorno invasivo do desenvolvimento (TID) – também conhecido como transtorno global do desenvolvimento (TGD). Para muitos, o autismo remete à imagem dos casos mais graves, mas há vários níveis dentro do espectro autista.
Nos limites dessa variação, há desde casos com sérios comprometimentos do cérebro além de raros casos com diversas habilidades mentais, como a Síndrome de Asperger (um tipo leve de autismo) – atribuído inclusive aos gênios Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Mozart e Einstein. Mas é preciso desfazer o mito de que todo autista tem um “superpoder”. Os casos de genialidade são raríssimos.
A medicina e a ciência de um modo geral sabem muito pouco sobre o autismo, descrito pela primeira vez em 1943 e somente 1993 incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde como um transtorno invasivo do desenvolvimento.
Muitas pesquisas ao redor do mundo tentam descobrir causas, intervenções mais eficazes e a tão esperada cura. Atualmente diversos tratamentos podem tornar a qualidade de vida da pessoa com autismo sensivelmente melhor.
Tratamento
Além da restrição orçamentária de grande parcela das famílias que possuem um autista em seu seio, o tratamento requer uma abordagem multidisciplinar, ou seja, que se trabalhe com vários profissionais, com seus múltiplos olhares e ações sobre o paciente.
Na proposta da AMA-AL, apesar de inicialmente todos os custos com profissionais e com a manutenção do espaço estar sendo bancados pelos pais, estes entenderam que, diante dos altos preços cobrados pelas consultas na cidade e dos deslocamentos diários entre consultórios, a união poderia proporcionar mais horas de tratamento, a custos mais reduzidos, sem deslocamentos adicionais.
Tendo em vista o pioneirismo do projeto em Alagoas, bem como o nível de detalhe que cada atendimento requer, dentro da abordagem 1:1, inicialmente, no projeto piloto que a AMA-AL está lançando no dia 02 de abril de 2011, pretende-se atender as crianças em período integral, sendo em média de 10 por turno por dia de atendimento.
O atendimento envolve psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e professores. Com esse aparato, espera-se que cada criança evolua dentro do espectro, adquirindo habilidades de cuidado pessoal, contato visual, linguagem, comunicação, leitura e escrita, coordenação motora, dentre outros. Tendo a consciência de que, em se tratando de autismo, o processo de evolução é lento, ou seja, leva anos para acontecer, mas cada ganho é intensamente comemorado pelos pais e profissionais zelosos.
Dia 2 de abril
Neste sábado é comemorado dia mundial de conscientização do autismo, neste dia a AMA-AL irá inaugurar sua nova sede, na Rua Jader Izidro, número 158 , no bairro do Stella Maris, próximo ao Maceió Shopping, com capacidade para atender mais crianças. Durante todo o dia serão distribuídos folders explicando o que é o autismo, tratamento e o como as pessoas podem ajudar os autistas.
Na sede serão oferecidos atendimentos de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e reforço pedagógico, além de atividades de música, artes e educação física para crianças entre 02 e 10 anos, preferencialmente filhos de sócios da AMA-AL.
“Tem muitos pais que largam o trabalho, deixam de viver para viver em função dos filhos autistas. Eu não. Estou entregando minha tese, tive que continuar trabalhando e estudando para poder dar um tratamento mais humanizado ao meu filho”, desabafa Mônica Ximenez, que tem um filho autista com nove anos.
São os pais os primeiros a notar que alguma coisa está diferente. Um gesto não correspondido, a falta de reação a um estímulo. Outras vezes quem percebe que há algo errado são parentes, amigos ou até mesmo os professores na escola.
Com Léticia Siqueira foi assim, seu filho Elian aos dois anos não brincava direito nem falava, foi então que ela descobriu que ele estava dentro do espectro autista.
“Nós começamos a perceber com a proximidade do aniversário de dois anos, ele não falava nada, nem brincava direito com as outras crianças. Mas pensamos que isso era normal, procuramos alguns médicos e eles também não disseram nada. Continuamos com Elian na escolinha, pensávamos que era falta de contato com outras crianças. Em seguida veio o diagnóstico. Foi um banho de água fria”, desabafa Letícia Siqueira.
Mas afinal o que é o autismo? É uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.
É uma desordem na qual uma criança não consegue desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo, ritualista e geralmente não desenvolve inteligência normal. A dificuldade do diagnóstico pode levar a resultados equivocados. Muitas vezes o autismo é confundido com surdez, retardo mental, e até mesmo síndrome de trauma cranial pós natal.
Dificuldades
Sabe-se, porém, que o autismo é tratável e que o uso de abordagens apropriadas, tanto de cunho terapêutico quanto de cunho educacional, pode ajudar uma criança e seus pais a terem uma perspectiva de vida melhor, com certa autonomia e independência do portador de autismo.
Alagoas, infelizmente, não possui uma unidade com um trabalho efetivo. Para desespero dos pais de crianças com autismo que, apesar de já terem alcançado a compreensão de que um tratamento intensivo e precoce pode amenizar bastante o quadro, não conseguem colocar seus filhos em uma unidade apropriada.
No entanto, o acesso a uma infra-estrutura adequada, com trabalho intensivo e intermitente, utilizando as técnicas que possuem resultados cientificamente comprovados, ainda é privilégio de poucos.
A Associação dos Amigos dos Autistas (AMA-AL) está dando o primeiro passo para criar uma unidade de atendimento multidisciplinar para crianças com autismo e que possa realmente dar resultados, ou seja, fazer com que as crianças evoluam dentro do espectro autístico para um grau de comprometimento mais leve.
Desde 2007, porém, a AMA-AL tenta buscar isso, através da promoção de treinamentos, palestras, supervisões com especialistas oriundos de outras partes do país. O conhecimento é a base de um processo bem estruturado que possibilite o desenvolvimento das crianças.
De acordo com a presidente da AMA-AL Mônica Ximenez, são os pais que arcam com todo o tratamento do filho. “O poder público ainda não entendeu o que é o autismo, o custo alto do tratamento e que os pais, em sua maioria, não conseguem arcar com todas as despesas. São os próprios pais que fazem a AMA acontecer. Hoje, contamos com 25 pais e 10 dez crianças por turno”, afirma Mônica.
Ela ainda explica que o tratamento para atender de uma vez mais de 50 crianças e por 30 minutos não consegue um resultado nem próximo do satisfatório.
“Hoje o tratamento que atende às necessidades dos espectros autistas dura semanalmente de 20 a 30 horas, o que nem chega perto dessa realidade que o poder público quer pagar. Em São Paulo cada criança custa 2mil reais e a secretaria de educação banca o atendimento com a AMA, totalmente fora de qualquer realidade em Alagoas”, desabafa a presidente da AMA-AL.
Segundo Mônica, hoje as escolas conseguem ter uma sensibilidade maior com essas crianças. Mesmo que eles frequentem a escola, os pais ainda pagam uma pessoa por fora para acompanhar os filhos, para que eles possam desenvolver suas habilidades.
Níveis de espectro
O autismo faz parte de um grupo de desordens do cérebro chamado de transtorno invasivo do desenvolvimento (TID) – também conhecido como transtorno global do desenvolvimento (TGD). Para muitos, o autismo remete à imagem dos casos mais graves, mas há vários níveis dentro do espectro autista.
Nos limites dessa variação, há desde casos com sérios comprometimentos do cérebro além de raros casos com diversas habilidades mentais, como a Síndrome de Asperger (um tipo leve de autismo) – atribuído inclusive aos gênios Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Mozart e Einstein. Mas é preciso desfazer o mito de que todo autista tem um “superpoder”. Os casos de genialidade são raríssimos.
A medicina e a ciência de um modo geral sabem muito pouco sobre o autismo, descrito pela primeira vez em 1943 e somente 1993 incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde como um transtorno invasivo do desenvolvimento.
Muitas pesquisas ao redor do mundo tentam descobrir causas, intervenções mais eficazes e a tão esperada cura. Atualmente diversos tratamentos podem tornar a qualidade de vida da pessoa com autismo sensivelmente melhor.
Tratamento
Além da restrição orçamentária de grande parcela das famílias que possuem um autista em seu seio, o tratamento requer uma abordagem multidisciplinar, ou seja, que se trabalhe com vários profissionais, com seus múltiplos olhares e ações sobre o paciente.
Na proposta da AMA-AL, apesar de inicialmente todos os custos com profissionais e com a manutenção do espaço estar sendo bancados pelos pais, estes entenderam que, diante dos altos preços cobrados pelas consultas na cidade e dos deslocamentos diários entre consultórios, a união poderia proporcionar mais horas de tratamento, a custos mais reduzidos, sem deslocamentos adicionais.
Tendo em vista o pioneirismo do projeto em Alagoas, bem como o nível de detalhe que cada atendimento requer, dentro da abordagem 1:1, inicialmente, no projeto piloto que a AMA-AL está lançando no dia 02 de abril de 2011, pretende-se atender as crianças em período integral, sendo em média de 10 por turno por dia de atendimento.
O atendimento envolve psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e professores. Com esse aparato, espera-se que cada criança evolua dentro do espectro, adquirindo habilidades de cuidado pessoal, contato visual, linguagem, comunicação, leitura e escrita, coordenação motora, dentre outros. Tendo a consciência de que, em se tratando de autismo, o processo de evolução é lento, ou seja, leva anos para acontecer, mas cada ganho é intensamente comemorado pelos pais e profissionais zelosos.
Dia 2 de abril
Neste sábado é comemorado dia mundial de conscientização do autismo, neste dia a AMA-AL irá inaugurar sua nova sede, na Rua Jader Izidro, número 158 , no bairro do Stella Maris, próximo ao Maceió Shopping, com capacidade para atender mais crianças. Durante todo o dia serão distribuídos folders explicando o que é o autismo, tratamento e o como as pessoas podem ajudar os autistas.
Na sede serão oferecidos atendimentos de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e reforço pedagógico, além de atividades de música, artes e educação física para crianças entre 02 e 10 anos, preferencialmente filhos de sócios da AMA-AL.
“Tem muitos pais que largam o trabalho, deixam de viver para viver em função dos filhos autistas. Eu não. Estou entregando minha tese, tive que continuar trabalhando e estudando para poder dar um tratamento mais humanizado ao meu filho”, desabafa Mônica Ximenez, que tem um filho autista com nove anos.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Entenda a doença que pode ter levado Ronaldo a abandonar a carreira
Em uma coletiva na última segunda-feira, o jogador afirmou que o motivo de abandonar a carreira seria o hopotireoidismo
Diante das declarações feitas durante a coletiva de despedida do jogador Ronaldo Luiz Nazário, mais conhecido como Ronaldo Fenômeno, onde foi anunciada a sua aposentadoria do futebol, devido ao Hipotireoidismo o Cadaminuto procurou um médico endocrinologista para desmistificar as consequências da doença, que pode ter tirado dos gramados o maior jogador dos últimos tempos.
"Há quatro anos eu descobri, quando estava no Milan, que sofria de um distúrbio que se chama Hipotireoidismo. É um distúrbio que desacelera o metabolismo e para controlá-lo é necessário tomar alguns hormônios proibidos no futebol, por poder acusar doping", afirmou Ronaldo.
De acordo com o jogador, uma disfunção na glândula tireóide, que regula importantes órgãos do corpo, chamada de Hipotireoidismo, seria responsável pelo excesso de peso que resultou em constantes críticas de torcedores e comentaristas.
O endocrinologista Edson Perroti explicou que as declarações do jogador, afirmando que o excesso de peso estaria ligado à disfunção na tireóide não procedem. Ele afirmou que quem tem a doença não necessariamente engorda.
“Ligar o hipotireoidismo ao ganho de peso não é correto. A pessoa pode ganhar alguns quilos, mas é devido ao metabolismo que fica mais lento, causando o acúmulo de água no organismo. No caso, a pessoa fica inchada, e não como ele falou que está bem acima do peso”, frisou o endocrinologista Edson Perroti.
O médico fala que as declarações do atleta serviram para que a sociedade busque saber o que é e como a doença de manifesta.
“Foi uma oportunidade ímpar para sociedade conhecer um pouco mais sobre as disfunções da tireóide. Há outros sintomas que são mais conhecidos, como o cansaço, sono, a fadiga, unhas fracas e até a queda de cabelo. É também uma doença que não tem cura e a pessoa passa o resto da vida tomando hormônios”, alerta o Edson Perroti.
Um alerta que o médico frisa é a questão do doping, motivo que também fez o jogador anunciar a aposentadoria.
“O que o Ronaldo falou do doping também não procede. Os hormônios que são utilizados são o T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) e como o corpo não produz é preciso fazer uso deles. Mas, esses hormônios não estão na lista dos que são caracterizados como doping no futebol. Sendo assim, ele poderia se tratar normalmente e continuar com a carreira nos gramados”, afirma o endocrinologista.
O tratamento é feito com a ingestão diária da substância levotiroxina sódica, na quantidade prescrita pelo médico. "Trata-se de uma reposição hormonal simples e barata", conta Edson. Dependendo do laboratório, o medicamento é vendido por cerca de R$ 15. "Não existe justificativa para não tratar. Se feito corretamente, inexiste efeito colateral. A vida vai ser normal", conta.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) o problema é mais comum em mulheres, mas pode atingir qualquer pessoa, independente de gênero ou da idade, até mesmo recém-nascidos - neles, a disfunção pode ser diagnosticada por meio do "Teste do Pezinho". Na criança, a disfunção se manifesta em problemas de memória, concentração, déficit de aproveitamento escolar ou baixa estatura.
Sintomas
Entre os sintomas do hipotireoidismo estão depressão, inchaço, sonolência, desaceleração dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento de colesterol. "É comum a pessoa adulta descobrir fazendo um check-up atrás da causa de não conseguir emagrecer, dormir muito, se sentir muito cansada. Muitas acham que tudo isso é excesso de trabalho, mas, às vezes, é o hipotireoidismo", afirma Edson Perroti.
A doença é mais frequente em mulheres dos 20 até os 50 anos. "Estima-se que 20% das mulheres tenham o problema", lembra a endocrinologista. Atenção, não se deve confundir hipotireoidismo com hipertireoidismo: no"hipo" há diminuição da produção de hormônios; no "hiper", aumento. Para diagnosticar a doença basta um exame de sangue.
Diante das declarações feitas durante a coletiva de despedida do jogador Ronaldo Luiz Nazário, mais conhecido como Ronaldo Fenômeno, onde foi anunciada a sua aposentadoria do futebol, devido ao Hipotireoidismo o Cadaminuto procurou um médico endocrinologista para desmistificar as consequências da doença, que pode ter tirado dos gramados o maior jogador dos últimos tempos.
"Há quatro anos eu descobri, quando estava no Milan, que sofria de um distúrbio que se chama Hipotireoidismo. É um distúrbio que desacelera o metabolismo e para controlá-lo é necessário tomar alguns hormônios proibidos no futebol, por poder acusar doping", afirmou Ronaldo.
De acordo com o jogador, uma disfunção na glândula tireóide, que regula importantes órgãos do corpo, chamada de Hipotireoidismo, seria responsável pelo excesso de peso que resultou em constantes críticas de torcedores e comentaristas.
O endocrinologista Edson Perroti explicou que as declarações do jogador, afirmando que o excesso de peso estaria ligado à disfunção na tireóide não procedem. Ele afirmou que quem tem a doença não necessariamente engorda.
“Ligar o hipotireoidismo ao ganho de peso não é correto. A pessoa pode ganhar alguns quilos, mas é devido ao metabolismo que fica mais lento, causando o acúmulo de água no organismo. No caso, a pessoa fica inchada, e não como ele falou que está bem acima do peso”, frisou o endocrinologista Edson Perroti.
O médico fala que as declarações do atleta serviram para que a sociedade busque saber o que é e como a doença de manifesta.
“Foi uma oportunidade ímpar para sociedade conhecer um pouco mais sobre as disfunções da tireóide. Há outros sintomas que são mais conhecidos, como o cansaço, sono, a fadiga, unhas fracas e até a queda de cabelo. É também uma doença que não tem cura e a pessoa passa o resto da vida tomando hormônios”, alerta o Edson Perroti.
Um alerta que o médico frisa é a questão do doping, motivo que também fez o jogador anunciar a aposentadoria.
“O que o Ronaldo falou do doping também não procede. Os hormônios que são utilizados são o T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) e como o corpo não produz é preciso fazer uso deles. Mas, esses hormônios não estão na lista dos que são caracterizados como doping no futebol. Sendo assim, ele poderia se tratar normalmente e continuar com a carreira nos gramados”, afirma o endocrinologista.
O tratamento é feito com a ingestão diária da substância levotiroxina sódica, na quantidade prescrita pelo médico. "Trata-se de uma reposição hormonal simples e barata", conta Edson. Dependendo do laboratório, o medicamento é vendido por cerca de R$ 15. "Não existe justificativa para não tratar. Se feito corretamente, inexiste efeito colateral. A vida vai ser normal", conta.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) o problema é mais comum em mulheres, mas pode atingir qualquer pessoa, independente de gênero ou da idade, até mesmo recém-nascidos - neles, a disfunção pode ser diagnosticada por meio do "Teste do Pezinho". Na criança, a disfunção se manifesta em problemas de memória, concentração, déficit de aproveitamento escolar ou baixa estatura.
Sintomas
Entre os sintomas do hipotireoidismo estão depressão, inchaço, sonolência, desaceleração dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento de colesterol. "É comum a pessoa adulta descobrir fazendo um check-up atrás da causa de não conseguir emagrecer, dormir muito, se sentir muito cansada. Muitas acham que tudo isso é excesso de trabalho, mas, às vezes, é o hipotireoidismo", afirma Edson Perroti.
A doença é mais frequente em mulheres dos 20 até os 50 anos. "Estima-se que 20% das mulheres tenham o problema", lembra a endocrinologista. Atenção, não se deve confundir hipotireoidismo com hipertireoidismo: no"hipo" há diminuição da produção de hormônios; no "hiper", aumento. Para diagnosticar a doença basta um exame de sangue.
Carnaval aquece vendas nas lojas do Centro de Maceió
Antes da maior festa popular brasileira começar vários hits são lançados com o objetivo de ser a música do Carnaval. Este ano a música que não sai da boca das pessoas é a “Liga da justiça”, que traz a tona vários personagens do desenho animado, entre eles a Mulher maravilha e o Superman. O comércio pega carona nesse ritmo e estampa nas vitrines fantasias, acessórios, adereços, tudo para aquecer as vendas nos dias que antecedem o Carnaval.
As lojas do Centro da cidade estão sempre inovando, como é o caso da loja Artigu’s Mix, que além de vender bijuteria, também é especialista em acessórios para festas em geral. De acordo com a proprietária do estabelecimento Sandra Regina a procura nesses últimos dias está a todo vapor.
“Como somos especialistas em perucas, todo mundo procura e comenta. Esse ano trouxe a moda dos casquetes e já tivemos que fazer um novo pedido, devido à procura que foi grande”, afirmou Sandra. Ela conta ainda que o tema política continua sendo bastante procurado. “Nós temos várias máscaras de todos os nomes da política, entre elas a do deputado federal Tiririca, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma. Como esse ano o tema do bloco das Pecinhas de Maceió é a Dilma, as vendas estão disparadas. Todo mundo quer a máscara, a peruca da presidenta”, disse.
Na loja a Festança a procura maior continua pela fantasia da Mulher Maravilha seguida da do Superman. “As vendas começaram a disparar agora. O pessoal vai deixando pra última hora. Devido a música que fala dos personagens Mulher Maravilha e Superman, a procura por estas fantasias subiu. Todo dia chegam clientes atrás dessas fantasias, em média vendemos cinco por dia só desse tema”, afirmou a vendedora Ivete Simões.
A loja Folia também está preparada para o carnaval com fantasias, acessórios para atrair o cliente. De acordo com a gerente da loja Célia Maria, as vendas chegam a crescer 60% em relação aos demais meses do ano. “Quem é do ramo, diz que o carnaval é o segundo Natal, porque as vendas crescem bastante, em torno de 60% a mais que o normal. Nós procuramos inovar, com fantasias, perucas e máscaras, mas as serpentinas, os confetes e as espumas nunca saem de moda”, frisou Célia.
As lojas do Centro da cidade estão sempre inovando, como é o caso da loja Artigu’s Mix, que além de vender bijuteria, também é especialista em acessórios para festas em geral. De acordo com a proprietária do estabelecimento Sandra Regina a procura nesses últimos dias está a todo vapor.
“Como somos especialistas em perucas, todo mundo procura e comenta. Esse ano trouxe a moda dos casquetes e já tivemos que fazer um novo pedido, devido à procura que foi grande”, afirmou Sandra. Ela conta ainda que o tema política continua sendo bastante procurado. “Nós temos várias máscaras de todos os nomes da política, entre elas a do deputado federal Tiririca, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma. Como esse ano o tema do bloco das Pecinhas de Maceió é a Dilma, as vendas estão disparadas. Todo mundo quer a máscara, a peruca da presidenta”, disse.
Na loja a Festança a procura maior continua pela fantasia da Mulher Maravilha seguida da do Superman. “As vendas começaram a disparar agora. O pessoal vai deixando pra última hora. Devido a música que fala dos personagens Mulher Maravilha e Superman, a procura por estas fantasias subiu. Todo dia chegam clientes atrás dessas fantasias, em média vendemos cinco por dia só desse tema”, afirmou a vendedora Ivete Simões.
A loja Folia também está preparada para o carnaval com fantasias, acessórios para atrair o cliente. De acordo com a gerente da loja Célia Maria, as vendas chegam a crescer 60% em relação aos demais meses do ano. “Quem é do ramo, diz que o carnaval é o segundo Natal, porque as vendas crescem bastante, em torno de 60% a mais que o normal. Nós procuramos inovar, com fantasias, perucas e máscaras, mas as serpentinas, os confetes e as espumas nunca saem de moda”, frisou Célia.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Especial: Surfistas de Cristo invadem praias de Maceió
Em 1976 na Austrália surgiram as primeiras atividades religiosas ligadas ao surfe, hoje rede mundial de ministérios ligados à essa prática esportiva. A Missão Surfistas de Cristo (MSC) Brasil, teve seu início em 1989, na cidade de Olinda em Pernambuco e através dos anos foi se tornando um movimento nacional. Em Alagoas esse movimento chegou em 1996, com a missão de preparar os jovens não só para o surfe como também para encontrar uma religião.
O MSC surgiu do coração de um homem nas praias de Pernambuco. Dario era surfista e sentiu a necessidade de encontrar a palavra de Deus e levar amor ao próximo através da tribo do surfe. Aos poucos a sua família aderiu o movimento e em seguida, muitos outros se uniram para anunciar o cristianismo. Eles pregavam o amor real de Deus, na liberdade e no amor incondicional.
Muitas pessoas falam que surfe é um esporte de preguiçoso, e como a maioria dos surfistas tem tatuagem, são vistos com outros olhos pela sociedade, são tidos como “marginais”. É com essa visão que o MSC surge, para quebrar os paradigmas e mostrar que vários surfistas fizeram história, e que o esporte é uma das maiores armas contra o crime.
Maceió
Em Maceió, o MSC concentra-se todas as quartas e sábados, quartas no Posto Sete no bairro da Jatiúca é realizado o momento de oração, onde os alunos se reúnem com os membros da igreja para falar sobre Deus; aos sábados funciona a escolinha do surfe, onde é ofertado aulas de surfe gratuitas à comunidade.
A missão começou há quatorze anos, com materiais reduzidos, apenas 5 pranchas, cinco alunos unidos e um só sentimento: aprender o surfe e consequentemente os ensinamentos de Deus.
Hoje o movimento conta com nove pranchas e cerca de 60 alunos. Quem tem sua prancha fica mais fácil de aprender, quem não tem fica esperando chegar a vez para cair na água e aproveitar a natureza.
De acordo com um dos organizadores, Paulo Rodrigo, o MSC não tem patrocínio, toda ajuda vem dos alunos e das igrejas.
“É complicado manter o grupo porque temos cada vez mais alunos e nenhum apoio. Precisamos de pranchas, parafina, leash strep (cordinha que amarra no tornozelo para amarrar a prancha) e até mesmo água para que os alunos possam se hidratar” frisou Paulo, um dos organizados do MSC.
Para demonstrar o sentimento por Deus, a Missão Surfistas de Cristo não utilizam apenas as ondas e o amor a natureza, eles fizeram uma nova roupagem da bíblia, com uma linguagem mais simples, assim os jovens teriam um interesse maior.
Para o organizador do MSC Francisco Elizaldo Nonato, mais conhecido entre os alunos como Zaudo, uma nova versão da bíblia incentiva os jovens à procurar seguir uma religião.
“A bíblia é o livro mais lido e vendido de todos os tempos. A linguagem dos surfistas serve para incentivar esses meninos, que muitas vezes vem de comunidade carente, a seguir em frente, a ler, a frequentar uma igreja, seja ela qual for, e o que é melhor eles aprendem a se desvirtuar de caminhos errados”, defende o organizador Zaudo.
Segundo Zaudo, além do surfe e da palavra de Deus, os alunos também aprende outros valores, como não falar palavrão, conservar a praia sempre limpa para que outras pessoas possam utilizar também. Antes dos alunos caírem na água, eles juntamente com os organizadores oram, pedem e agradecem a Deus.
No momento em que nossa equipe fazia a reportagem, percebemos olhares atentos vindo do lado de fora do mar. Lúcia tem três filhos e todos além de frequentar semanalmente a igreja quadrangular, participam da MSC.
“Sempre acompanho meus filhos. É um momento que nós podemos fazer uma atividade juntos, e assim, além do esporte, ele freqüenta a igreja e aprende os ensinamentos de
Cristo”, afirmou Lúcia Silva.
Nossa equipe de reportagem se deparou ainda com a primeira vez no grupo da surfista Viviam Lamenha. Ela tem duas filhas e está voltando a praticar o esporte.
“Fiquei sabendo da missão através do meu primo que frequenta a igreja e também faz parte da escolinha. Surfo desde os quinze anos, e tive que parar porque vida de mãe não é fácil. Tenho duas filhas e elas ainda são pequenas por isso que fica um pouco complicado”, disse Viviam Lamenha.
Ela ainda fala que depois do encontro despertou o interesse em não só frequentar a escolinha, mas de participar dos encontros da igreja.
“Fiquei surpresa com a organização. Sem falar na maneira com que a palavra de Deus é passada. Gostei muito e pretendo procurar uma igreja, que seja mais perto da minha casa. Acho que todo mundo precisa da parar um pouco e ouvir a palavra de Deus”, afirma Viviam Lamenha.
Ajuda
O organizador Zaudo lembra que quem tiver uma prancha em casa que não queira mais, ou até mesmo outros materiais, que doem para que o grupo possa manter a sua missão
“Quem tiver uma prancha, que não sirva mais, ou até mesmo que queria nos ajudar, comprando ou doando outros materiais, que nos procurem. Nós fazemos um trabalho tão bonito, ensinando o bem a esses meninos”, afirma Zaudo.
Caso alguém queria ajudar o grupo, pode entrar em contato com Zaudo ou Paulo, ou pelo e-mail msc_alagoas@yahoo.com.br
Em 1976 na Austrália surgiram as primeiras atividades religiosas ligadas ao surfe, hoje rede mundial de ministérios ligados à essa prática esportiva. A Missão Surfistas de Cristo (MSC) Brasil, teve seu início em 1989, na cidade de Olinda em Pernambuco e através dos anos foi se tornando um movimento nacional. Em Alagoas esse movimento chegou em 1996, com a missão de preparar os jovens não só para o surfe como também para encontrar uma religião.
O MSC surgiu do coração de um homem nas praias de Pernambuco. Dario era surfista e sentiu a necessidade de encontrar a palavra de Deus e levar amor ao próximo através da tribo do surfe. Aos poucos a sua família aderiu o movimento e em seguida, muitos outros se uniram para anunciar o cristianismo. Eles pregavam o amor real de Deus, na liberdade e no amor incondicional.
Muitas pessoas falam que surfe é um esporte de preguiçoso, e como a maioria dos surfistas tem tatuagem, são vistos com outros olhos pela sociedade, são tidos como “marginais”. É com essa visão que o MSC surge, para quebrar os paradigmas e mostrar que vários surfistas fizeram história, e que o esporte é uma das maiores armas contra o crime.
Maceió
Em Maceió, o MSC concentra-se todas as quartas e sábados, quartas no Posto Sete no bairro da Jatiúca é realizado o momento de oração, onde os alunos se reúnem com os membros da igreja para falar sobre Deus; aos sábados funciona a escolinha do surfe, onde é ofertado aulas de surfe gratuitas à comunidade.
A missão começou há quatorze anos, com materiais reduzidos, apenas 5 pranchas, cinco alunos unidos e um só sentimento: aprender o surfe e consequentemente os ensinamentos de Deus.
Hoje o movimento conta com nove pranchas e cerca de 60 alunos. Quem tem sua prancha fica mais fácil de aprender, quem não tem fica esperando chegar a vez para cair na água e aproveitar a natureza.
De acordo com um dos organizadores, Paulo Rodrigo, o MSC não tem patrocínio, toda ajuda vem dos alunos e das igrejas.
“É complicado manter o grupo porque temos cada vez mais alunos e nenhum apoio. Precisamos de pranchas, parafina, leash strep (cordinha que amarra no tornozelo para amarrar a prancha) e até mesmo água para que os alunos possam se hidratar” frisou Paulo, um dos organizados do MSC.
Para demonstrar o sentimento por Deus, a Missão Surfistas de Cristo não utilizam apenas as ondas e o amor a natureza, eles fizeram uma nova roupagem da bíblia, com uma linguagem mais simples, assim os jovens teriam um interesse maior.
Para o organizador do MSC Francisco Elizaldo Nonato, mais conhecido entre os alunos como Zaudo, uma nova versão da bíblia incentiva os jovens à procurar seguir uma religião.
“A bíblia é o livro mais lido e vendido de todos os tempos. A linguagem dos surfistas serve para incentivar esses meninos, que muitas vezes vem de comunidade carente, a seguir em frente, a ler, a frequentar uma igreja, seja ela qual for, e o que é melhor eles aprendem a se desvirtuar de caminhos errados”, defende o organizador Zaudo.
Segundo Zaudo, além do surfe e da palavra de Deus, os alunos também aprende outros valores, como não falar palavrão, conservar a praia sempre limpa para que outras pessoas possam utilizar também. Antes dos alunos caírem na água, eles juntamente com os organizadores oram, pedem e agradecem a Deus.
No momento em que nossa equipe fazia a reportagem, percebemos olhares atentos vindo do lado de fora do mar. Lúcia tem três filhos e todos além de frequentar semanalmente a igreja quadrangular, participam da MSC.
“Sempre acompanho meus filhos. É um momento que nós podemos fazer uma atividade juntos, e assim, além do esporte, ele freqüenta a igreja e aprende os ensinamentos de
Cristo”, afirmou Lúcia Silva.
Nossa equipe de reportagem se deparou ainda com a primeira vez no grupo da surfista Viviam Lamenha. Ela tem duas filhas e está voltando a praticar o esporte.
“Fiquei sabendo da missão através do meu primo que frequenta a igreja e também faz parte da escolinha. Surfo desde os quinze anos, e tive que parar porque vida de mãe não é fácil. Tenho duas filhas e elas ainda são pequenas por isso que fica um pouco complicado”, disse Viviam Lamenha.
Ela ainda fala que depois do encontro despertou o interesse em não só frequentar a escolinha, mas de participar dos encontros da igreja.
“Fiquei surpresa com a organização. Sem falar na maneira com que a palavra de Deus é passada. Gostei muito e pretendo procurar uma igreja, que seja mais perto da minha casa. Acho que todo mundo precisa da parar um pouco e ouvir a palavra de Deus”, afirma Viviam Lamenha.
Ajuda
O organizador Zaudo lembra que quem tiver uma prancha em casa que não queira mais, ou até mesmo outros materiais, que doem para que o grupo possa manter a sua missão
“Quem tiver uma prancha, que não sirva mais, ou até mesmo que queria nos ajudar, comprando ou doando outros materiais, que nos procurem. Nós fazemos um trabalho tão bonito, ensinando o bem a esses meninos”, afirma Zaudo.
Caso alguém queria ajudar o grupo, pode entrar em contato com Zaudo ou Paulo, ou pelo e-mail msc_alagoas@yahoo.com.br
O MSC surgiu do coração de um homem nas praias de Pernambuco. Dario era surfista e sentiu a necessidade de encontrar a palavra de Deus e levar amor ao próximo através da tribo do surfe. Aos poucos a sua família aderiu o movimento e em seguida, muitos outros se uniram para anunciar o cristianismo. Eles pregavam o amor real de Deus, na liberdade e no amor incondicional.
Muitas pessoas falam que surfe é um esporte de preguiçoso, e como a maioria dos surfistas tem tatuagem, são vistos com outros olhos pela sociedade, são tidos como “marginais”. É com essa visão que o MSC surge, para quebrar os paradigmas e mostrar que vários surfistas fizeram história, e que o esporte é uma das maiores armas contra o crime.
Maceió
Em Maceió, o MSC concentra-se todas as quartas e sábados, quartas no Posto Sete no bairro da Jatiúca é realizado o momento de oração, onde os alunos se reúnem com os membros da igreja para falar sobre Deus; aos sábados funciona a escolinha do surfe, onde é ofertado aulas de surfe gratuitas à comunidade.
A missão começou há quatorze anos, com materiais reduzidos, apenas 5 pranchas, cinco alunos unidos e um só sentimento: aprender o surfe e consequentemente os ensinamentos de Deus.
Hoje o movimento conta com nove pranchas e cerca de 60 alunos. Quem tem sua prancha fica mais fácil de aprender, quem não tem fica esperando chegar a vez para cair na água e aproveitar a natureza.
De acordo com um dos organizadores, Paulo Rodrigo, o MSC não tem patrocínio, toda ajuda vem dos alunos e das igrejas.
“É complicado manter o grupo porque temos cada vez mais alunos e nenhum apoio. Precisamos de pranchas, parafina, leash strep (cordinha que amarra no tornozelo para amarrar a prancha) e até mesmo água para que os alunos possam se hidratar” frisou Paulo, um dos organizados do MSC.
Para demonstrar o sentimento por Deus, a Missão Surfistas de Cristo não utilizam apenas as ondas e o amor a natureza, eles fizeram uma nova roupagem da bíblia, com uma linguagem mais simples, assim os jovens teriam um interesse maior.
Para o organizador do MSC Francisco Elizaldo Nonato, mais conhecido entre os alunos como Zaudo, uma nova versão da bíblia incentiva os jovens à procurar seguir uma religião.
“A bíblia é o livro mais lido e vendido de todos os tempos. A linguagem dos surfistas serve para incentivar esses meninos, que muitas vezes vem de comunidade carente, a seguir em frente, a ler, a frequentar uma igreja, seja ela qual for, e o que é melhor eles aprendem a se desvirtuar de caminhos errados”, defende o organizador Zaudo.
Segundo Zaudo, além do surfe e da palavra de Deus, os alunos também aprende outros valores, como não falar palavrão, conservar a praia sempre limpa para que outras pessoas possam utilizar também. Antes dos alunos caírem na água, eles juntamente com os organizadores oram, pedem e agradecem a Deus.
No momento em que nossa equipe fazia a reportagem, percebemos olhares atentos vindo do lado de fora do mar. Lúcia tem três filhos e todos além de frequentar semanalmente a igreja quadrangular, participam da MSC.
“Sempre acompanho meus filhos. É um momento que nós podemos fazer uma atividade juntos, e assim, além do esporte, ele freqüenta a igreja e aprende os ensinamentos de
Cristo”, afirmou Lúcia Silva.
Nossa equipe de reportagem se deparou ainda com a primeira vez no grupo da surfista Viviam Lamenha. Ela tem duas filhas e está voltando a praticar o esporte.
“Fiquei sabendo da missão através do meu primo que frequenta a igreja e também faz parte da escolinha. Surfo desde os quinze anos, e tive que parar porque vida de mãe não é fácil. Tenho duas filhas e elas ainda são pequenas por isso que fica um pouco complicado”, disse Viviam Lamenha.
Ela ainda fala que depois do encontro despertou o interesse em não só frequentar a escolinha, mas de participar dos encontros da igreja.
“Fiquei surpresa com a organização. Sem falar na maneira com que a palavra de Deus é passada. Gostei muito e pretendo procurar uma igreja, que seja mais perto da minha casa. Acho que todo mundo precisa da parar um pouco e ouvir a palavra de Deus”, afirma Viviam Lamenha.
Ajuda
O organizador Zaudo lembra que quem tiver uma prancha em casa que não queira mais, ou até mesmo outros materiais, que doem para que o grupo possa manter a sua missão
“Quem tiver uma prancha, que não sirva mais, ou até mesmo que queria nos ajudar, comprando ou doando outros materiais, que nos procurem. Nós fazemos um trabalho tão bonito, ensinando o bem a esses meninos”, afirma Zaudo.
Caso alguém queria ajudar o grupo, pode entrar em contato com Zaudo ou Paulo, ou pelo e-mail msc_alagoas@yahoo.com.br
Em 1976 na Austrália surgiram as primeiras atividades religiosas ligadas ao surfe, hoje rede mundial de ministérios ligados à essa prática esportiva. A Missão Surfistas de Cristo (MSC) Brasil, teve seu início em 1989, na cidade de Olinda em Pernambuco e através dos anos foi se tornando um movimento nacional. Em Alagoas esse movimento chegou em 1996, com a missão de preparar os jovens não só para o surfe como também para encontrar uma religião.
O MSC surgiu do coração de um homem nas praias de Pernambuco. Dario era surfista e sentiu a necessidade de encontrar a palavra de Deus e levar amor ao próximo através da tribo do surfe. Aos poucos a sua família aderiu o movimento e em seguida, muitos outros se uniram para anunciar o cristianismo. Eles pregavam o amor real de Deus, na liberdade e no amor incondicional.
Muitas pessoas falam que surfe é um esporte de preguiçoso, e como a maioria dos surfistas tem tatuagem, são vistos com outros olhos pela sociedade, são tidos como “marginais”. É com essa visão que o MSC surge, para quebrar os paradigmas e mostrar que vários surfistas fizeram história, e que o esporte é uma das maiores armas contra o crime.
Maceió
Em Maceió, o MSC concentra-se todas as quartas e sábados, quartas no Posto Sete no bairro da Jatiúca é realizado o momento de oração, onde os alunos se reúnem com os membros da igreja para falar sobre Deus; aos sábados funciona a escolinha do surfe, onde é ofertado aulas de surfe gratuitas à comunidade.
A missão começou há quatorze anos, com materiais reduzidos, apenas 5 pranchas, cinco alunos unidos e um só sentimento: aprender o surfe e consequentemente os ensinamentos de Deus.
Hoje o movimento conta com nove pranchas e cerca de 60 alunos. Quem tem sua prancha fica mais fácil de aprender, quem não tem fica esperando chegar a vez para cair na água e aproveitar a natureza.
De acordo com um dos organizadores, Paulo Rodrigo, o MSC não tem patrocínio, toda ajuda vem dos alunos e das igrejas.
“É complicado manter o grupo porque temos cada vez mais alunos e nenhum apoio. Precisamos de pranchas, parafina, leash strep (cordinha que amarra no tornozelo para amarrar a prancha) e até mesmo água para que os alunos possam se hidratar” frisou Paulo, um dos organizados do MSC.
Para demonstrar o sentimento por Deus, a Missão Surfistas de Cristo não utilizam apenas as ondas e o amor a natureza, eles fizeram uma nova roupagem da bíblia, com uma linguagem mais simples, assim os jovens teriam um interesse maior.
Para o organizador do MSC Francisco Elizaldo Nonato, mais conhecido entre os alunos como Zaudo, uma nova versão da bíblia incentiva os jovens à procurar seguir uma religião.
“A bíblia é o livro mais lido e vendido de todos os tempos. A linguagem dos surfistas serve para incentivar esses meninos, que muitas vezes vem de comunidade carente, a seguir em frente, a ler, a frequentar uma igreja, seja ela qual for, e o que é melhor eles aprendem a se desvirtuar de caminhos errados”, defende o organizador Zaudo.
Segundo Zaudo, além do surfe e da palavra de Deus, os alunos também aprende outros valores, como não falar palavrão, conservar a praia sempre limpa para que outras pessoas possam utilizar também. Antes dos alunos caírem na água, eles juntamente com os organizadores oram, pedem e agradecem a Deus.
No momento em que nossa equipe fazia a reportagem, percebemos olhares atentos vindo do lado de fora do mar. Lúcia tem três filhos e todos além de frequentar semanalmente a igreja quadrangular, participam da MSC.
“Sempre acompanho meus filhos. É um momento que nós podemos fazer uma atividade juntos, e assim, além do esporte, ele freqüenta a igreja e aprende os ensinamentos de
Cristo”, afirmou Lúcia Silva.
Nossa equipe de reportagem se deparou ainda com a primeira vez no grupo da surfista Viviam Lamenha. Ela tem duas filhas e está voltando a praticar o esporte.
“Fiquei sabendo da missão através do meu primo que frequenta a igreja e também faz parte da escolinha. Surfo desde os quinze anos, e tive que parar porque vida de mãe não é fácil. Tenho duas filhas e elas ainda são pequenas por isso que fica um pouco complicado”, disse Viviam Lamenha.
Ela ainda fala que depois do encontro despertou o interesse em não só frequentar a escolinha, mas de participar dos encontros da igreja.
“Fiquei surpresa com a organização. Sem falar na maneira com que a palavra de Deus é passada. Gostei muito e pretendo procurar uma igreja, que seja mais perto da minha casa. Acho que todo mundo precisa da parar um pouco e ouvir a palavra de Deus”, afirma Viviam Lamenha.
Ajuda
O organizador Zaudo lembra que quem tiver uma prancha em casa que não queira mais, ou até mesmo outros materiais, que doem para que o grupo possa manter a sua missão
“Quem tiver uma prancha, que não sirva mais, ou até mesmo que queria nos ajudar, comprando ou doando outros materiais, que nos procurem. Nós fazemos um trabalho tão bonito, ensinando o bem a esses meninos”, afirma Zaudo.
Caso alguém queria ajudar o grupo, pode entrar em contato com Zaudo ou Paulo, ou pelo e-mail msc_alagoas@yahoo.com.br
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Maus tratos e abandono: 10 mil animais de rua vagam em Maceió
Maltratar animais é crime, diz a lei
Maus tratos e abandono. Esta é a triste realidade dos milhares de animais de ruas, que vagam na capital alagoana em busca de comida, carinho e atenção. Cavalos, gatos, cachorros e outros animais soltos pelas ruas só podem contar com a ajuda de voluntários. Abrigos que cuidam dos bichos maltratados ou que moram nas ruas funcionam apenas com doações e nenhuma ajuda do governo.
A legislação atual diz que maltratar animais, quer sejam eles domésticos ou selvagens, caracteriza-se como crime ecológico, conforme art.32 da Lei 9.605, de 13.02.98, com detenção de três meses a um ano, e multa, para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.
Ou seja, maltratar animais é crime. Já o Dec.Fed. 24.645/34, que ainda está em vigor quanto ao que se pode considerar maltratar, elenca nos artigos 3º ao 8º os atos assim considerados. Existe ainda legislação específica que disciplina a utilização de animais em experiências científicas.
Com a visão de diminuir o sofrimento, o Neafa acolhe esses animais de rua ou semi-domesticados e devolve para a sociedade na condição de adoção. É uma organização da sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos, formada por voluntários e colaboradores que contribuem com dinheiro, doações, tempo e habilidades para diminuir a quantidade de animais abandonados e minimizar o sofrimento desses animais de rua. Além de diminuir a população de animais.
Não existem dados precisos sobre a quantidade de animais abandonados no Estado de Alagoas, estimando-se que a população de gatos e cachorros que vive pelas ruas da capital, Maceió, corresponda a aproximadamente 10% da população humana, ou seja, cerca 10 mil animais espalhados, só entre cachorros e gatos.
Voluntários
De acordo com a psicóloga que há anos está na organização do Neafa, Luceli Mergulhão, qualquer pessoa pode contribuir com a instituição, seja como voluntário ou por doações.
“Para ser voluntário basta apenas ter tempo para ajudar nas tarefas, como alimentar os animais, dar banho, esterilizar o local onde os animais ficam, para evitar o carrapato, por exemplo”, lembrou a colaboradora Luceli.
Há seis meses sendo voluntário, Jeferson Alves fala que toda ajuda é bem vinda no Núcleo e que qualquer pessoa pode ser voluntária.
“Sempre gostei de animais, já tive e ainda tenho muitos na minha casa. Acho que foi por isso que me tornei voluntário. O bom é que qualquer pessoa pode ser voluntária, ou com tempo para cuidar dos animais do Núcleo ou com qualquer tipo de doação, como ração, materiais de limpeza”, disse o voluntário Jeferson Alves.
Doações
No momento que nossa equipe de reportagem estava conhecendo o núcleo, uma doação inesperada chegou trazida pelo mais novo voluntário e doador, Carlos Ezequiel.
“Sempre quis ajudar, não estava fazendo nada e resolvi trazer alimentos para os animais. Acredito que se cada um fizer um pouco, já muda e muito a situação desses animais. Tenho muito amigos que pretendem ajudar também”, afirmou o voluntário Carlos Ezequiel.
Ele ainda apresentou uma reação de espanto quando a recepcionista afirmou que no dia anterior não tinha comida para alimentar os animais. “Alguma coisa me tomou e disse que eu precisava ajudar, agora vejo o porquê”, desabafou Carlos.
O Núcleo precisa de vários tipos de doações, desde materiais cirúrgicos, como luvas e bisturi, a alimentação dos animais.
“Nós precisamos de toda doação possível. Até um simples jornal por incrível que pareça já faz diferença. Nós precisamos de materiais de limpeza, remédios, materiais cirúrgicos e hospitalares, casinhas de animais, lençóis, toalhas e muito mais”, afirmou a colaboradora Luceli Mergulhão.
Adoção
O Neafa ainda realiza feiras de adoções todo mês, uma oportunidade não apenas de adotar animais, mais de arrecadar doações.
“Há anos organizo essas feiras, houve determinados meses que chegamos a realizar duas feiras em um mês. As feiras servem não só para a promoção de adoção, e sim de doações e divulgação dos trabalhos do Núcleo. Cerca de 10 adoções são concretizadas, pois ainda há aquelas que as pessoas adotam e devolvem ao Neafa, por não ter o comprometimento. São bonitinhos na hora, mas quando fazem bagunça, xixi, as pessoas não agüentam e devolvem”, frisou Luceli Mergulhão.
Mas há várias pessoas que pensam em adotar um animal, e podem enfim oferecer um lar para os animais que não tiveram uma oportunidade.
“Sempre ajudei o Neafa, quando estava sem dinheiro, levava apenas jornal. Depois quis adotar um cachorro, mas tinha que ser pequeno, pois moro em apartamento. Depois de algum tempo me disseram que tinham uma cadela e que podia ser compatível com meu perfil”, afirmou a psicóloga Flávia Lemos.
Flávia nos contou ainda a história da sua cadela que recebeu o nome de ‘Vida’, porque a partir do momento que ela saiu da casa de adoção ganhou uma nova vida. “Ela sofreu muito pois além de viver nas ruas estava com uma mulher que consumia crack que a espancava muito. Já estou com a Vida tem um ano e meio e ela é a minha amiga, minha companheira”, disse cheia de emoção Flávia Lemos.
Mas os voluntários não apenas ajudam com serviços ou doações, muitos também colaboram adotando animais.
“Tenho mais de dez cachorros na minha casa adotados pelo Neafa. Além voluntária também adoto animais”, afirmou a voluntária e colaboradora, Luceli Mergulhão.
Contatos do Neafa:
Site: http://www.neafa.org.br/home
Maus tratos e abandono. Esta é a triste realidade dos milhares de animais de ruas, que vagam na capital alagoana em busca de comida, carinho e atenção. Cavalos, gatos, cachorros e outros animais soltos pelas ruas só podem contar com a ajuda de voluntários. Abrigos que cuidam dos bichos maltratados ou que moram nas ruas funcionam apenas com doações e nenhuma ajuda do governo.
A legislação atual diz que maltratar animais, quer sejam eles domésticos ou selvagens, caracteriza-se como crime ecológico, conforme art.32 da Lei 9.605, de 13.02.98, com detenção de três meses a um ano, e multa, para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.
Ou seja, maltratar animais é crime. Já o Dec.Fed. 24.645/34, que ainda está em vigor quanto ao que se pode considerar maltratar, elenca nos artigos 3º ao 8º os atos assim considerados. Existe ainda legislação específica que disciplina a utilização de animais em experiências científicas.
Com a visão de diminuir o sofrimento, o Neafa acolhe esses animais de rua ou semi-domesticados e devolve para a sociedade na condição de adoção. É uma organização da sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos, formada por voluntários e colaboradores que contribuem com dinheiro, doações, tempo e habilidades para diminuir a quantidade de animais abandonados e minimizar o sofrimento desses animais de rua. Além de diminuir a população de animais.
Não existem dados precisos sobre a quantidade de animais abandonados no Estado de Alagoas, estimando-se que a população de gatos e cachorros que vive pelas ruas da capital, Maceió, corresponda a aproximadamente 10% da população humana, ou seja, cerca 10 mil animais espalhados, só entre cachorros e gatos.
Voluntários
De acordo com a psicóloga que há anos está na organização do Neafa, Luceli Mergulhão, qualquer pessoa pode contribuir com a instituição, seja como voluntário ou por doações.
“Para ser voluntário basta apenas ter tempo para ajudar nas tarefas, como alimentar os animais, dar banho, esterilizar o local onde os animais ficam, para evitar o carrapato, por exemplo”, lembrou a colaboradora Luceli.
Há seis meses sendo voluntário, Jeferson Alves fala que toda ajuda é bem vinda no Núcleo e que qualquer pessoa pode ser voluntária.
“Sempre gostei de animais, já tive e ainda tenho muitos na minha casa. Acho que foi por isso que me tornei voluntário. O bom é que qualquer pessoa pode ser voluntária, ou com tempo para cuidar dos animais do Núcleo ou com qualquer tipo de doação, como ração, materiais de limpeza”, disse o voluntário Jeferson Alves.
Doações
No momento que nossa equipe de reportagem estava conhecendo o núcleo, uma doação inesperada chegou trazida pelo mais novo voluntário e doador, Carlos Ezequiel.
“Sempre quis ajudar, não estava fazendo nada e resolvi trazer alimentos para os animais. Acredito que se cada um fizer um pouco, já muda e muito a situação desses animais. Tenho muito amigos que pretendem ajudar também”, afirmou o voluntário Carlos Ezequiel.
Ele ainda apresentou uma reação de espanto quando a recepcionista afirmou que no dia anterior não tinha comida para alimentar os animais. “Alguma coisa me tomou e disse que eu precisava ajudar, agora vejo o porquê”, desabafou Carlos.
O Núcleo precisa de vários tipos de doações, desde materiais cirúrgicos, como luvas e bisturi, a alimentação dos animais.
“Nós precisamos de toda doação possível. Até um simples jornal por incrível que pareça já faz diferença. Nós precisamos de materiais de limpeza, remédios, materiais cirúrgicos e hospitalares, casinhas de animais, lençóis, toalhas e muito mais”, afirmou a colaboradora Luceli Mergulhão.
Adoção
O Neafa ainda realiza feiras de adoções todo mês, uma oportunidade não apenas de adotar animais, mais de arrecadar doações.
“Há anos organizo essas feiras, houve determinados meses que chegamos a realizar duas feiras em um mês. As feiras servem não só para a promoção de adoção, e sim de doações e divulgação dos trabalhos do Núcleo. Cerca de 10 adoções são concretizadas, pois ainda há aquelas que as pessoas adotam e devolvem ao Neafa, por não ter o comprometimento. São bonitinhos na hora, mas quando fazem bagunça, xixi, as pessoas não agüentam e devolvem”, frisou Luceli Mergulhão.
Mas há várias pessoas que pensam em adotar um animal, e podem enfim oferecer um lar para os animais que não tiveram uma oportunidade.
“Sempre ajudei o Neafa, quando estava sem dinheiro, levava apenas jornal. Depois quis adotar um cachorro, mas tinha que ser pequeno, pois moro em apartamento. Depois de algum tempo me disseram que tinham uma cadela e que podia ser compatível com meu perfil”, afirmou a psicóloga Flávia Lemos.
Flávia nos contou ainda a história da sua cadela que recebeu o nome de ‘Vida’, porque a partir do momento que ela saiu da casa de adoção ganhou uma nova vida. “Ela sofreu muito pois além de viver nas ruas estava com uma mulher que consumia crack que a espancava muito. Já estou com a Vida tem um ano e meio e ela é a minha amiga, minha companheira”, disse cheia de emoção Flávia Lemos.
Mas os voluntários não apenas ajudam com serviços ou doações, muitos também colaboram adotando animais.
“Tenho mais de dez cachorros na minha casa adotados pelo Neafa. Além voluntária também adoto animais”, afirmou a voluntária e colaboradora, Luceli Mergulhão.
Contatos do Neafa:
Site: http://www.neafa.org.br/home
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