sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Maceió sedia a primeira edição do Concurso Beleza G Nordeste

Vencedora representará Alagoas no Miss Gay Brasil

Alagoas vai ser palco da primeira edição do Concurso Beleza G Nordeste, que será realizado nesta sexta-feira, às 22:30 no bairro do farol, na casa de eventos Regente. A candidata vencedora irá representar o Estado no Miss Gay Brasil Oficial 2011 em Juiz de Fora, em Minas Gerais.





A segunda colocada ganhará uma produção especial do estilista alagoano, Júnior Toledo, para concorrer ao Miss Gay Universo. Já a terceira colocada, representará Alagoas no Miss Brasil Gay versão Nordeste, também com a produção especial do estilista como prêmio. O evento será uma forma de divulgar e elevar a arte do transformismo alagoano e fugir dos estigmas existentes na sociedade.




A exigência para inscrição é que a candidata seja transformista. Para mais informações sobre inscrições e ingressos pelo telefone 82- 8815-8603.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Indignar-se é Preciso: No limite da espera

Indignar-se é Preciso: No limite da espera

Mundo virtual: uma realidade cada vez mais precoce

Crianças estão utilizando internet cada vez mais cedo. Especialistas alertam para os riscos da ferramenta em crianças e adolescentes.

Dez entre dez crianças e adolescentes tem como brinquedo favorito o “computador”, que tem como uma forte aliada a internet. Porém há um universo de possibilidades de acesso, entre eles os sites de conteúdo impróprio, que os pais tentam ter o controle do que os filhos devem ou não acessar.


De acordo com pesquisas divulgadas a média de acesso em outros países é de cerca de 6 horas por semana. Já os brasileiros lideram na lista de crianças que passam mais tempo on-line, passando em média 18 horas semanais.

Para afastar os adolescentes do computador, o Estado do Mato Grosso do Sul aprovou uma lei que proíbe os menores de 16 de entrarem em lanhouses e casas de jogos.

Em Alagoas, mesmo sem uma pesquisa sobre o tema, é possível perceber que a internet faz parte da rotina dos pequenos. Com apenas cinco anos, Lucca Costa Paes já é fera no computador. Navega em sites, participa de jogos on-line e por incrível que pareça, não consegue mais viver sem computador.

De acordo com a mãe do menino, Luana Paes, está sendo muito difícil controlar o filho, e que ela tem que muitas vezes obrigar ele ir brincar com os amigos. Ela conta que chegou a tal ponto que na ausência do computador e do vídeo game, a saída que ele encontrava estava nos jogos do celular.

“É muito complicado, principalmente por ele ser muito novo. Perdi as contas de quantas vezes obrigo ele a brincar com os amiguinhos no condomínio. Quando percebi que ele estava deixando as brincadeiras de lado, comecei a ficar no pé. Até o celular eu tive que controlar, porque ele jogava muito”, afirmou a mãe de Lucca, Luana Paes.

Família

De acordo com a psicóloga Silvana Barros, os valores da família estão se dissolvendo, e que para uma criança é mais fácil ficar viciado em jogos eletrônicos que uma pessoa adulta.

“Os papéis estão trocados. As famílias estão se acomodando. Com a ausência da família as crianças e adolescentes buscam o que falta em casa na internet, fazem amigos, chegam a tal ponto de não sabe discernir o real do virtual”, afirma a psicóloga Silvana.

Ela ainda fala que o que estamos presenciando é um fenômeno da hiperealidade, ou seja, uma realidade acelerada, as crianças e adolescentes estão cada vez mais buscando nos jogos eletrônicos na ausência dos pais.

“É falta de família. Hoje os pais trabalham o dia todo e não tem tempo para os filhos. Quando tem um tempinho, devido a correria do dia a dia, ele não tem paciência e é mais cômodo deixar os filhos com a tecnologia”, frisou a psicóloga Silvana Barros.

Brincadeiras infantis

Antigamente as crianças brincavam nas ruas, os pais não se preocupavam tanto, hoje não mais espaço para as brincadeiras infantis, correr, jogar bolar, pular amarelinha, jogar bola de gude.

Os pais se sentem mais confortáveis com os filhos em casa, eles alegam que o mundo está muito violento e que com a internet e os jogos eletrônicos eles possuem uma garantia que os filhos irão ficar bem.

“Na minha época era diferente. Eu saia pelas ruas, não me preocupava com violência, na verdade eu nem sabia o que era. Hoje nem esse espaço eu vejo para que meus filhos possam brincar. Só deixo eles brincarem na área de lazer do condomínio, mas na rua fica impossível”, afirma a funcionária pública Maria das Neves.

Para os pais é muito difícil admitir que as crianças não estão tendo infância, mas a única que eles encontraram de afastar os filhos da violência das ruas, é a entrada do mundo virtual na vida dos pequenos.

No limite da espera

Consumidores que enfrentam as filas dos caixas rápidos dos maiores supermercados da cidade reclamam não só do tempo na fila, mas da carência de embaladores.

Ninguém gosta de esperar horas nas filas, principalmente quando essa espera é para fazer as compras para a casa. Esperar para ser atendido na fila de grandes supermercados em Maceió, está se tornando quase impossível. Os consumidores frequentemente reclamam do grande tempo perdido nos caixas rápidos e ainda, que além de esperar cerca de 1hora, há uma carência de embaladores junto ao caixa.


Nos grandes supermercados de Maceió, percebemos o descaso com o consumidor, além da não contratação de profissionais qualificados para embalar as compras, os próprios consumidores é que possuem o dever de embalar as compras. Com isso, eles chegam a gastar cerca do triplo do tempo que se estivessem junto ao caixa um embalador.

Apesar de não ter nenhuma lei no município de Maceió que exija esses profissionais em cada caixa, o Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon), disse que está se mobilizando para evitar os constrangimentos nas filas. De acordo com o fiscal Ricardo Dias, diante do grande número de reclamações, a entidade pretende incluir a idéia adotada em outros estados.



Carência



A consumidora Betânia Lima reclama da falta de profissionais para embalar as compras, e que seria “caixa rápido” se torna uma fila comum. Ela ainda fala que em alguns estabelecimentos há uma placa com o tempo máximo nos caixas rápidos é de 15 minutos, e que infelizmente está sendo desrespeitada.

“É uma falta de respeito com o consumidor. É um desgaste muito grande esperar 1 hora na fila. Há supermercados que possuem placa com o tempo máximo na fica rápida de 15 minutos, mas com a ausência de embaladores, isso é impossível. Quando estava na fila, várias pessoas reclamavam do tempo gasto na fila de um supermercado no bairro da Gruta”, frisou a consumidora Betânia Lima.

Ela ainda lembra que sempre quando vai as compras procura saber se há embaladores nos caixas e que já fez várias denúncias por escrito no balcão de sugestões dos supermercados. E que só vê embaladores na fila do caixa preferencial.

“Eu faço o papel de fiscal, olho se os caixas possuem embaladores, mas eles sempre falam que esses funcionários estão em horário de descanso. Deveria ter mais profissionais para não haver esse descaso com o consumidor. Já cansei de deixar sugestões, pois nunca são atendidas”, desabafa Betânia.

O consumidor Samuel Ferreira fala da deficiência do serviço, e que há poucos embaladores para atender um número grande de caixas. “É um absurdo, eu tenho que embalar minhas compras, já que não tem o profissional, ou quando tem é pouco, e não atende a demanda. Por isso que mudei meu horário de fazer as compras, só faço depois das 22h, porque a fila é menor”, frisou Samuel.



Descaso



O Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) informou que em Alagoas ainda não há nenhuma Lei que garanta ao consumidor o tempo máximo nessas filas, nem a exigência de um embalador em cada caixa.

“Ainda não há nenhuma lei que exija a função de embalador nos caixas, nem o tempo máximo que os consumidores devem esperar. Mas nós começamos esse mês uma fiscalização a respeito da diferença dos preços das gôndolas para os caixas, e pretendemos incluir a questão dos embaladores e do tempo na fiscalização, para sugerir uma lei que garanta os direitos do consumidor” informou Ricardo Dias, fiscal do Procon.

A Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA) informa que não interfere em relação ao número mínimo de contratação dos embaladores. E a

Procuradoria Regional do Trabalho diz que só fiscaliza quanto a questão de desvio de função, ou seja, um profissional exercendo atividades de outro.



Caminho oposto



A prefeitura municipal de Lauro Freitas, no Estado da Bahia, aprovou a Lei nº 1.135/05 que obriga a contratação de empacotadores nos estabelecimentos comerciais de produtos alimentícios: se o estabelecimento tiver um número maior que três caixas, fica determinado que eles devem dispor para os clientes profissionais empacotadores. Caso a empresa não cumpra a lei, serão aplicadas multas a serem revertidas para o Tesouro Municipal.

Em São Paulo a lei é recente, de junho deste ano, e ela não é totalmente cumprida. Vários supermercados e hipermercados ainda não possuem pessoas contratadas para exercerem essa função. Para os secretários de urbanismo da cidade, a lei apresenta falhas, e ainda não há a fiscalização adequada para a aplicação de multas.

Diante das reclamações do município de Timóteo, no Estado de Minas Gerais, em 2005 entrou em vigor a lei que exige a permanência de embaladores junto ao caixa. Como há uma fiscalização ativa, os supermercados não dispensam a função de embaladores, esse é um grande diferencial da cidade.



Anexos:

Texto de Apoio

Projeto obriga supermercado em Pernambuco a embalar compra

Uma lei polêmica foi aprovada na Assembleia Legislativa, pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ela obriga os supermercados e “estabelecimentos congêneres” a colocar um embalador por cada caixa. Embora o Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados já estime em 4 mil vagas diretas o número de empregos gerados pela lei, especialistas alertam que a norma é inconstitucional.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados, Carlos Santana, diz que há lojas que oferecem embaladores, especialmente em horários de pico. Porém, afirma ele, um mesmo embalador acumula até quatro caixas diferentes. “É uma reivindicação antiga (ter mais embaladores), pois o caixa que embala desenvolve lesão por esforço repetitivo (LER). Já existem leis assim em outros Estados. Quando a de Pernambuco for regulamentada, vamos fiscalizar com rigor”, afirma. Segundo ele, são 5 mil caixas de supermercados no Estado.

Para a presidente da Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor (Adecon), Rosana Grinberg, qualquer medida que traga conforto para o cliente é bem recebida. “O consumidor sente falta do embalador, principalmente nas grandes compras”, comenta. Contudo, observa, sob o aspecto legal, é difícil a lei funcionar na prática, pois a Assembleia pode legislar em assuntos ligados ao consumo, não em matéria trabalhista.

Na avaliação do vice-presidente da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), Djalma Cintra, nenhuma loja é obrigada sequer a ter embalador. “O consumidor escolhe. Ele pode ir a uma loja que privilegia o serviço, com dois embaladores por caixa, que inclusive vão até o carro, carregando as compras, ou uma loja que privilegia preços e corta custos. Agora, uma loja com cinco caixas precisa de 12 embaladores, o que dá R$ 11.500 por mês. Esse custo sai de algum lugar. A lei vai atrapalhar todo mundo”, critica.

Pedro Henrique Alves, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), considera a lei “flagrantemente inconstitucional”. “A Assembleia não tem competência para matéria trabalhista, que é da União. Além disso, a lei viola o princípio da livre iniciativa. Mas é normal, nos Estados, invocar matérias inapropriadamente, para o parlamentar colocar a autoria no currículo. Nesses casos, o Estado pode até não vetar, mas não regulamenta”, analisa Pedro Henrique.

Foto: Michelle Farias
consumidores embalam as compras/ Extra Maceió

domingo, 13 de junho de 2010

Futebol: Uma paixão traduzida em verde e amarelo

Michelle Farias

Às vésperas da estréia do Brasil, o espírito patriota invade população, e as cores da bandeira verde e amarelo, pintam de esperança o país a fora.

Nenhum outro esporte mobiliza tantos os brasileiros como o futebol, oficializado como paixão nacional, mas é na Copa do Mundo que essa paixão fica mais evidente nos rostos dos brasileiros. A rotina das pessoas muda de acordo com o calendário dos jogos e sendo assim os horários dos bancos, comercio, shoppings, repartições públicas mudam também. Durante um mês, de 11 de junho a 11 de julho, os olhos do mundo estarão voltados para o continente africano, mais precisamente a África do Sul. Mesmo tendo sua origem na Inglaterra, o “país do futebol” é sem dúvida o Brasil.

Nos primeiros anos do século XX, a partir de documentos policiais, foi descoberto que quem almejasse criar uma agremiação, era necessário comunicar à polícia. Dezenas de pequenos clubes foram formados, em sua maioria por trabalhadores, que estavam ausentes da história tradicional do futebol. Mas os Clubes pequenos jogavam como podiam: até com uma laranja no meio da rua e duas marcações no chão é possível jogar a famosa “pelada”. Assim a explicação para esta popularização esta na facilidade de praticar o esporte.

Estudos feitos pelo antropólogo Gilberto Freyre, apontou que o talento do brasileiro resulta da miscigenação entre negros, europeus e índios. Acredita-se que o Brasil tem ginga, futebol malandro, que valoriza o drible e que diferencia de todos os outros países. Em 1998 a Seleção Brasileira conquistou o segundo lugar na Copa do Mundo perdendo de 3 a zero para a anfitriã, França. Para qualquer outro país seria motivo de muita comemoração, mas para o país do futebol foi uma tragédia nacional.

A edição do mundial ocorreu 18 vezes, com sete países consagrados campeões mundiais. O Brasil, além de ser o único país a participar de todas as Copas é o único que possui o maior número de títulos mundiais, sendo cinco no total. Possui ainda jogadores memoráveis e inesquecíveis, como Garrincha, Tostão, Sócrates, Zico, Bebeto, Romário e o consagrado rei do futebol, o Edson Arantes do Nascimento, o famoso rei Pelé.

O comentarista esportivo alagoano Walmarir Vilela, que já esteve em quatro mundiais, relata a emoção de ver os estádio lotados “Foi uma honra poder cobrir quatro Copas do Mundo, para mim é impagável a sensação de estar nos estádios e vê a torcida cantando o hino quando o Brasil está em campo”, afirmou Walmari Vilela.
Verde e Amarelo

Ás vésperas da estréia do Brasil na Copa do Mundo, o espírito patriota invade a população, e as cores da bandeira verde e amarelo, pintam de esperança o país a fora. A Seleção Brasileira só entra em campo na próxima terça-feira, 15, mas o clima de Copa do Mundo já se instalou nos corações dos torcedores. Como é o caso de dona Marina, que há anos enfeita não apenas a sua casa, mas com a ajuda dos moradores enfeita toda a rua em que mora.

Há mais de trinta anos Dona Marina mora no bairro da Ponta da Terra, ela conta que tem uma superstição que ajuda o Brasil nos mundiais “Todas as Copas enfeito minha rua e minha casa, mas tem um acessório que não abro mão: é a bandeira do Brasil que já foi do meu pai, e que agora ficou comigo. É uma superstição de família”, relata emocionada Dona Marina.

Não são apenas os torcedores que se preparam para o mundial, bares e restaurantes, principalmente aqueles que já acompanham campeonatos de futebol, também entram no ritmo com atrativos especiais para oferecer aos clientes. Como é caso de um show bar no bairro de Mangabeiras, que além de instalar telões, irá oferecer aos clientes após os jogos, muita música e sorteio de brindes.

Mudança na rotina

Na abertura do campeonato não houve nenhuma mudança em Alagoas, com repartições públicas, comércio e bancos funcionando normalmente. Mas o Governo do Estado já anunciou que nos dias dos jogos o expediente sofrerá algumas modificações: no primeiro jogo do Brasil os órgãos estaduais incluindo a sociedades de economia mista, irão funcionar das 8h às 14h. Já na partida que encerra a primeira fase, dia 25, foi decretado ponto facultativo, apenas a abertura de serviços essenciais irão funcionar.

A dona do salão de beleza localizado na Avenida Jatiúca, na capital alagoana, Luciana Cavalcante, garante que a rotina dos funcionários irá se adequar aos jogos da Seleção Brasileira. “Apesar de não ser fã de futebol, quando chega a Copa eu fico sempre atenta. Durante os jogos, não iremos funcionar, vamos colocar uma TV nos fundos e parar todos os serviços para ver a Seleção Brasileira brilhar”, afirma Luciana.

Como em ano de Copa do Mundo a paixão pelo futebol fica ainda mais evidente, é comum encontrarmos ruas enfeitadas, carros, lojas e até repartições públicas. Esse sentimento é refletido no comércio que há cerca de dois meses antes da estréia do Brasil, já disponibilizava uma série de produtos relacionados ao tema. Esse mês de junho a perspectiva de venda, segundo Federação do Comércio, é de 10% a mais, em relação ao mesmo período do ano passado.

Curiosidades

A Copa do Mundo foi criada em 1928 pelo France Jules Rimet, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a Federation International Football Association (FIFA). A primeira edição do campeonato foi realizada dois anos após, no Uruguai, com a participação de apenas 16 seleções convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. Neste ano a seleção Uruguaia sagrou-se campeã e pode ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.

Nas duas edições seguintes do mundial, a Itália conquistou o título. Entretanto, entre 1942 e 1946 a competição foi suspensa em virtude da eclosão da segunda Guerra Mundial. Em 1950 o Brasil foi escolhido para sediar a Copa, o anfitrião chegou à final e disputou com o Uruguai. Mas nem mesmo o calor da torcida ajudou a Seleção Brasileira a conquistar o primeiro título em casa. O Maracanã chorou, e mais uma vez o país do futebol não passou do “quase” por 2X1 o primeiro título da história do país.

O Brasil só ergueu a taça pela primeira vez em 1958, em uma disputa emocionante contra a Suécia, conhecemos o Rei do futebol, o melhor jogador dos últimos tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Após a conquista do terceiro título, em 1970, o Brasil sentiu o gosto amargo de ficar 24 anos a espera de um título, que só voltou a acontecer em 1994 em território americano.

Este ano a Copa está acontecendo pela primeira vez na África do Sul, um país que, com tantos contrastes, antes mesmo de começar a Copa, já dá de 5 a 0 no Brasil no placar de prêmio Nobel: três da paz e dois de literatura. Com a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Brasil consegue pela segunda vez trazer o mundial para o país do futebol, que irá acontecer em 2014.

Campeões Mundiais:

1930- Uruguai

1934- Itália

1938- Itália

1950- Uruguai

1954- Alemanha

1958- Brasil

1962- Brasil

1966- Inglaterra

1970- Brasil

1974- Alemanha

1978- Argentina

1982- Itália

1986- Argentina

1990- Alemanha

1994- Brasil

1998- França

2002- Brasil

2006- Itália

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A quebra do tabu

O Grupo União Espírita Santa Bárbara não difunde apenas a Umbanda, há sete anos o Centro realiza trabalhos de inclusão social na comunidade
“Nessa cidade todo mundo é D'Oxum. Homem, menino, menina, mulher. Toda gente irradia magia... A força que mora n'água não faz distinção de cor...”. É com essa música, interpretada por Gal Costa e de autor desconhecido, que podemos definir a filosofia de trabalho do Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb), criado pela Yalorixá Mãe Neide de Oya D’Oxum, onde dinfunde a Umbanda e ajuda na formação e inclusão de crianças e adultos do bairro do Village Campestre II.

O trabalho social realizado com moradores da comunidade é fruto dos esforços da Mãe Neide, dona do terreiro e responsável pelos cursos e oficinas culturais realizados no local. Há sete anos o Projeto Inaê, hoje “Centro de Formação e Inclusão Social”, tem a finalidade de desenvolver ações voltadas para melhoria da qualidade de vida das crianças, adolescentes e adultos do Village Campestre II. O projeto realiza atividades, como capoeira, teatro, percussão, curso de cabeleireiro, culinária, dança afro-brasileira e corte costura. O que chama a atenção é que o atendimento não é apenas para as crianças, mas também para os pais, possibilitando uma capacitação profissional e inclusão no mercado de trabalho.

O projeto, também batizado de Filhos de Zumbi, interfere e transforma a vida dos participantes, a relação com a comunidade, as oportunidades que foram criadas e que levam em consideração a afirmação, o conhecimento e a vivência da cultura afrobrasileira. São 20 instrutores e colaboradores, divididos nos três turnos, que estão envolvidos com esses cursos e oficinas. Todo conhecimento passado nas aulas tem contribuído para melhorar a autoestima, a autoafirmação da população carente da localidade.

O Guesb, além de contar com recursos próprios da venda dos produtos confeccionados nas oficinas, recebe uma verba mensal do Ministério da Cultura através da Fundação Palmares. Uma das finalidades do grupo é divulgar a cultura afrobrasileira, assim como combater o preconceito e a discriminação contra as religiões de matriz africana. Os 138 participantes, entre crianças, adolescentes e adultos, realizam atividades diariamente no Centro. Recentemente o Guesb recebeu uma doação de dez computadores, ajudando assim no aprendizado dos componentes.

Passeio turístico
O Guesb criou há quatro anos o passeio turístico com o objetivo de divulgar a cultura afro e mostrar a história dos negros no Brasil, além de expor para os visitantes a histórias dos orixás e espíritos dos antepassados. Já na gastronomia, os turistas conhecem um pouco da culinária com um belo café regional, servido na casa de farinha que tem no espaço cultural. “A tapioca e o café no bule são feitos na hora. Aqui eles têm a oportunidade de conhecer uma casa de farinha, fogo à lenha, panela de barro, elementos usados pelos negros”, conta mãe Neide.

O espaço conta ainda com uma sala de atendimento médico. Há dois anos, através de doações de colaboradores, a área da saúde foi equipada e hoje conta com um clínico geral para atender as pessoas da comunidade. Além dos remédios gratuitos que o Grupo consegue através das instituições locais, turistas de outros países contribuem com doações de medicamentos. Também são realizadas sessões de acupuntura, palestras sobre drogas e prevenção do câncer de mama.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Entrevista de emprego

-“Gente vamos fazer um acordo? Eu dou boa tarde e vocês respondem para eu não passar vergonha. Boa tarde pessoal! Gente a razão que me trás aqui é situação de muito brasileiros, o desemprego. Eu tou aqui pedindo uma ajuda pra sustentar a mim e a minha família...”
Essas são as palavras constantes ouvidas no ônibus que fazem a linha da capital alagoana. Quando os execrados da sociedade não estão vendendo algum produto eles simplesmente pedem mesmo, afinal, esta é a única alternativa que eles encontraram para pelo menos amenizar a fome.
Como faço uso dos coletivos públicos para me locomover para o trabalho, volta e meia me deparo com situações engraçadas. Uma delas me recordo bem. Um dia ensolarado, e eu atrasada para uma entrevista de emprego, falava ao celular com a recepcionista, informando que teve um acidente e que chegaria um pouco depois do horário. Mas em meio a conversa, sobe uma menina, magrela, aparentado ter uns oito anos, muito suja e com uma roupa bem menor que seu manequim. Do nada a magrelinha começou a berra que até quem estava do lado de fora e do outro lado da rua escutou.
-“No dia em que sai de casa me mãe me disse filho vem cá. Passou a mão nos meus cabelos olhou em meus olhos começou a chorar...” A letra da música da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano saía em um agudo tão forte que eu não conseguia ouvir a conversa que estava tendo. A recepcionista do outro lado da linha.
-Minha querida não precisa cantar não, eu vou avisar ao chefe do Recursos Humanos que você vai se atrasar, e enxugue suas lágrimas para não fazer a entrevista com cara de choro e inchada.
–Mas eu não estou cantando nem chorando moça, é apenas... Ela nem deixou eu completar foi logo batendo o telefone na minha cara. Na hora morri de raiva da magrelinha que não parava de berrar, mas quando vi a situação dela, fiquei com um sentimento que não suporto sentir: Pena.
Dei a ela uns trocados que tinha na bolsa, ela agradeceu e saiu enxugando as lágrimas
Desci do ônibus e fui em direção a tal empresa, pensando: “O que será que a mulher está pensando. Na certa ela deve está achando que sou maluca, que chora por tudo...”
Ao chegar à empresa, a recepcionista me encaminhou para o Recursos Humanos, e não disse nada. Achei que ela não tinha dado importância à conversa que tivemos. Pensei: “Foi apenas impressão minha”.
Quando entro na sala tinha uma mulher alta e forte de jaleco, ela pediu que eu sentasse. Estava nervosa, fiquei ainda mais.
- Fique a vontade. Quer tomar uma água, café? Como foi seu dia hoje? Você está passando por algum momento difícil? Precisa de ajuda?
Nossa! Não entendi onde ela queria chegar com aquela conversa. Quando olhei mais atenta para o nome que estava escrito no jaleco: Flávia Moura, psicóloga. Entrei em pâni. A recepcionista contou sobre a conversa que tivemos. A psicóloga estava supondo que eu estava passando por um problema difícil!
Que ironia! Ganhei uma consulta gratuita no divã.